Justiça do Rio pede a prisão preventiva da mulher de Fabrício Queiroz
Juiz alega que Márcia Aguiar poderia atrapalhar as investigações

Após a prisão do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, na manhã desta quinta (18), o Tribunal de Justiça do Rio também expediu um mandado de prisão preventiva contra a sua esposa, Márcia Oliveira de Aguiar. O casal e o senador são investigados de integrarem o esquema da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio.
O juiz Flávio Itabaiana Nicolau, da 27ª Vara Criminal do TJ do Rio, avaliou que o casal pode atrapalhar as investigações, ameaçando testemunhas e investigados se permanecessem em liberdade.
O juiz citou algumas mensagens de Márcia, colhidas em uma outra ação de busca e apreensão feita pelo Ministério Público. Nas mensagens ela dizia que Queiroz, mesmo escondido, continuava dando ordens para constranger testemunhas. Sua esposa o chegou a comparar com um bandido “que tá preso dando ordens aqui fora, resolvendo tudo”.
Márcia Aguiar trabalhou no gabinete do filho de Bolsonaro entre 2007 e 2017 e estava em uma lista de sete parentes que Queiroz colocou dentro da equipe de Flávio Bolsonaro. O jornal O Globo no ano passado havia divulgado que Márcia nunca teve crachá na Alerj e que durante um processo que ela moveu na Justiça, ela se declarava na função de cabeleireira.
Márcio ainda não foi encontrada e o caso corre em sigilo.