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Casa de Bolsonaro no Rio é investigada em mandado contra a "rachadinha"

Uma pessoa ligada a Flávio Bolsonaro morava no local

relogio min de leitura | Redação 18 de junho de 2020 - 09:39
A ação de busca e apreensão no local foi feita pela Polícia Civil e pelo Ministério Público
A ação de busca e apreensão no local foi feita pela Polícia Civil e pelo Ministério Público -

O Ministério Público do Rio de Janeiro foi até uma casa em Bento Ribeiro, no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (18), para investigar a relação de bens de Jair Bolsonaro. O Ministério estava cumprindo um mandado de busca e apreensão em uma casa, na qual Bolsonaro afirmou ser proprietário em sua relação de bens feitas para o Tribunal Superior Eleitoral.

Apesar da casa ser de Bolsonaro, segundo declarado, vizinhos do imóvel afirmaram que quem morava no local era Alessandra Esteves Marins, que faz parte da equipe de apoio do senador Flávio Bolsonaro. Alessandra, inclusive, é uma das investigadas no suposto esquema da "rachadinha", já que ela teria repassado cerca de R$ 19 mil ao ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, que foi preso nesta manhã (18).

A ação de busca e apreensão no local foi feita pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como mais um desdobramento da "rachadinha" da Alerj, que, supostamente, foi comandada por Flávio Bolsonaro, o filho do presidente. Segundo os agentes, a operação de busca e apreensão no imóvel durou cerca de uma hora. No local, era possível ouvir barulhos de marretadas nas paredes, o que indica que os agentes do MP e da Polícia Civil estavam quebrando as paredes para realizar as ações de busca de algo suspeito ou duvidável nas paredes do local.

O imóvel em questão foi utilizado por Bolsonaro como um dos locais de comitê de sua campanha eleitoral na época das eleições. Na época, o presidente visitou o local diversas vezes publicamente e teria cortado o cabelo em um salão no bairro. No entanto, vizinhos do imóvel afirmaram que Alessandra estava morando no local e se mudou de lá há cerca de um mês. Inclusive, um dos vizinhos tentou ligar para Alessandra, mas acabou não obtendo resposta da mesma. Na frente do local, está pregada uma placa de "Vende-se".

Além de Alessandra e Queiroz, outras pessoas são investigadas pela "rachadinha", como a ex-servidora da Alerj, Luiza Paes Sousa, além do funcionário da Casa Legislativa, Matheus Azeredo Coutinho e do advogado Luis Gustavo Botto Maia. A Justiça decidiu que todos os investigados devem se afastar de suas funções públicas, não devem manter contato com nenhuma das testemunhas da operação e devem se apresentar mensalmente para a Justiça, dentre outras medidas, segundo o Ministério Público.

O ex-assessor de Bolsonaro, Fabrício Queiroz, foi preso em Atibaia, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18). Queiroz teria movimentado cerca de R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira atípica, de acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Veja a matéria sobre o caso aqui: https://www.osaogoncalo.com.br/politica/83834/queiroz-ex-assessor-de-flavio-bolsonaro-e-preso-no-esquema-da-rachadinha

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