Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, é preso no esquema da "rachadinha"
O homem movimentou cerca de R$ 1,2 milhão de forma atípica

Foi preso na manhã desta quinta-feira (18) Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Queiroz foi detido em um imóvel do advogado de Flávio, Frederick Wasseff, que se localiza em Atibaia, interior de São Paulo. A prisão de Queiroz ocorreu como um desdobramento das investigações do suposto esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Segundo investigações, o ex-assessor de Bolsonaro movimentou cerca de R$ 1,2 milhão de forma atípica em sua conta bancária entre os meses de janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Por isso, ele terá que dar explicações para a polícia sobre o caso na questão da "rachadinha". A prisão de Queiroz ocorreu numa operação realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
Os mandados de busca e apreensão e de prisão do Policial Militar aposentado Fabrício Queiroz foram expedidos pela justiça do Rio de Janeiro. O homem foi detido e terá que responder as questões da polícia sobre o caso. Além disso, com os mandados de busca e apreensão, computadores e celulares do ex-assessor podem ser investigados.
Queiroz foi levado pela Polícia Civil para a unidade da corporação que se localiza no Centro de São Paulo. No local, Queiroz deve passar pelo exame de corpo de delito e, após isso, ele deve ser encaminhado para o Rio de Janeiro.
Queiroz não é o único investigado pela "rachadinha". Segundo um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), cerca de 74 servidores e ex-servidores da Alerj fizeram movimentações bancárias suspeitas e atípicas, as operações bancárias incluíam saques e depósitos. O que ocorria no esquema, segundo investigações do caso, era que os funcionários de Flávio Bolsonaro devolviam parte do salário e, após isso, ocorria a lavagem desse dinheiro por meio de lojas de chocolates e imóveis. Os recursos utilizados para pagar os funcionários da Alerj voltavam para os deputados estaduais. O caso é investigado pelo Ministério Público Estadual do RJ.
As investigações sobre o caso já ocorrem há algum tempo, no entanto, em 2019, Flávio Bolsonaro teria feito pedidos para que as investigações contra Queiroz na Alerj fossem suspensas. Nessa época, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, acatou o pedido do senador.
Queiroz trabalhou para Flávio Bolsonaro até outubro de 2018, após isso, ele foi exonerado.