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Final de semana é marcado por manifestações contra o governo Bolsonaro

Grupo de torcedores de futebol se organizam em atos contra o presidente

relogio min de leitura | Redação 14 de junho de 2020 - 14:50
Manifestantes não apoiam o governo do atual presidente
Manifestantes não apoiam o governo do atual presidente -

Vários movimentos de oposição ao governo Bolsonaro marcam este final de semana. Neste domingo (14), por exemplo, o movimento Somos Democracia, organizado por torcedores de times de futebol do país, como Flamengo, Fluminense e Vasco, organizaram uma manifestação em conjunto em frente ao Masp, na Avenida Paulista. A expectativa é que os movimentos contra o presidente ocorram ao todo em 17 Estados, além do Distrito Federal, segundo estimativa dos coordenadores de algumas entidades responsáveis. As informações são do Estadão Conteúdo.

Segundo o advogado Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), que não aderiu oficialmente aos atos, as manifestações deste final de semana buscar lutar contra o fascismo e à favor da democracia.

Um dos fundadores do movimento Somos Democracia, Danilo Pássaro, afirmou que torcidas de clubes de 14 Estados o comunicaram, através de uma reunião online, para falar que concordam com as manifestação nas capitais e que vão buscar estar presentes.

Além dos atos de hoje (14), algumas outras manifestações contra o governo ocorreram no último sábado (13). Em São Paulo, por exemplo, um grupo de pessoas fez uma passeata para lembrar aqueles que morreram em decorrência do novo coronavírus. Já em Brasília, as pessoas fizeram um buzinaço e uma carreata contra o presidente.

Os atos do final de semana devem contar ainda com a presença de manifestantes de grupos do movimento negro e de outras entidades, como a Frente Povo Sem Medo. Com isso, as manifestações devem ocorrer, ao todo, em 18 Estados.

Em nota, Raimundo Bonfim deu algumas dicas para que as pessoas que vão nesses atos se protejam contra o coronavírus. "Nós, da CMP, sabemos da importância de seguir com a política de isolamento social. Mas é também fundamental, neste momento, sair às ruas pelo fim do governo Bolsonaro, sua política autoritária, genocida e racista", dizia o comunicado. Ele ainda recomendou que as pessoas que fazem parte do grupo de risco da doença não participem da manifestação. Já para aqueles que não fazem parte desse grupo, o advogado pede que esses usem máscara de proteção durante as passeatas e, além disso, levem álcool em gel e mantenham cerca de 1,5 metros de distância de qualquer outra pessoa.

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