Salema está a um passo de se filiar ao PSD que tem pré-candidato em SG
Ex-deputado federal Roberto Sales busca apoio do ex-comandante do 7ºBPM

Como antecipado por O SÃO GONÇALO no dia 6 de maio, o deputado estadual Coronel Salema (sem partido desde que foi expulso do PSL) vem conversando com o pré-candidato à Prefeitura de São Gonçalo, Roberto Sales (PSD), que busca apoio bolsonarista para tentar ser o novo prefeito da cidade.
Esta conversa parece estar surtindo efeito, já que o ex-comandante do 7ºBPM afirmou que estuda sua filiação ao partido do senador Arolde Oliveira, colega de parlamento do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), e principal articulador político das alianças dos partidos de Centro em torno do presidente Jair Bolsonaro, e também 'padrinho' da pré candidatura de Roberto Sales a prefeito de São Gonçalo.
"Eu tive um monte de propostas (de filiação em outros partidos), mas como eu estava sem pressa e vi outras pessoas se encaixando. Quanto a minha ida ao PSD, o 'namoro' está firme por ser um partido 'leve', sem grandes problemas. O senador Arolde me ligou, ele é agradecido ao apoio da família Bolsonaro na sua eleição, e é fiel aos princípios (bolsonaristas) que a gente adota e se dá muito bem com o Flavio no Senado Federal. Tudo está encaminhando bem (para filiação à legenda), mas vamos ver nos próximos dias. Resta saber quem vai bancar a 'aliança do noivado'", disse Salema ao portal osaogoncalo.com.br.
Quanto ao apoio à pré-candidatura de Roberto Sales, o parlamentar fluminense, preferiu manter a cautela e não se antecipar. "Sales e eu estamos conversando, mas evidentemente se eu me filiar ao seu partido, é claro, que eu irei apoiá-lo. Mas por enquanto eu ainda não tenho compromisso com ninguém", ponderou.
Nos bastidores políticos, a ida de Salema para o PSD é dada como certa e apenas falta a oficialização por parte dos senadores Arolde de Oliveira e Flavio Bolsonaro que são aliados.
Xadrez - Embora os filhos do presidente, Flavio e Carlos (vereador no Rio) sejam filiados ao Republicanos, partido de Dejorge Patrício, ele não teria apoio dos Bolsonaros por ser ligado ao governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), que o nomeou como assessor especial da Cedae, no ano passado. Witzel é inimigo político do clã bolsonarista.