Crivella não vai adotar o decreto do presidente no Rio
Academias, salões e barbearias continuam fechados

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, sempre se mostrou um dos grandes apoiadores do atual presidente Jair Bolsonaro. No entanto, os dois tem se mostrado divergentes em algumas decisões sobre a quarentena na pandemia do coronavírus. No entanto, na última quarta-feira (13), o prefeito do Rio falou sobre a importância do novo decreto de Bolsonaro, no qual salões de beleza, barbearias e academias foram classificados como serviços essenciais na quarentena. Apesar disso, Crivella não visa implementar esse novo decreto na cidade do Rio.
"O decreto não é imperativo, impositivo, determinante", disse Crivella. O político ainda completou e falou mais sobre o tema: "O presidente vê todo o Brasil, e nós estamos vendo o Rio. Temos 5.700 municípios no País, nem todos têm casos de coronavírus. A grande maioria não tem. Os mais difíceis são esses onde nós tivemos muitas pessoas viajando para o exterior no início do ano", disse ele que está em contato com Bolsonaro, que concorda com as medidas adotadas pelo político no Rio.
Vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou que Estados e municípios tem a autonomia necessária para decidir suas normas de isolamento social durante a pandemia do coronavírus. É importante destacar também que Crivella é do mesmo partido que Carlos e Flávio Bolsonaro, o Republicanos, e, por isso, eles tem essa aproximação.
Ao ser perguntado sobre quando ele prevê que será o fim do isolamento, o político disse que isso só ocorrerá quando as curvas de contaminação diminuírem e os hospitais tiverem leitos disponíveis.
"Todos nós queremos (voltar à rotina), não há um carioca que não queira, mas temos que voltar com o nível de infecção baixo, que não coloque em risco as pessoas com comorbidades e idosos, e precisamos ter leitos",", contou Crivella que recebeu cerca de 150 mil máscaras do Consulado da China nos últimos dias.