Alerj aprova contratação de psicólogos para atender a população durante a pandemia
A proposta segue para o governador Wilson Witzel (PSC)
Diante do aumento de casos de depressão nesse período do isolamento social, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (13/05), o projeto de lei 2.251/20, que autoriza o governo estadual a contratar em caráter emergencial psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais para garantir atendimento às vítimas de depressão e tendências suicidas em decorrência do novo coronavírus. A proposta segue para o governador Wilson Witzel (PSC), que tem até 15 dias para sancioná-la ou vetá-la.
"A pandemia tem aumentado transtornos em algumas pessoas, temos visto já estudos nesse sentido. O coronavírus vai passar, mas pode deixar muitas marcas emocionais. Por isso, precisamos ampliar o atendimento psicológico para diminuir esses impactos na saúde mental", justifica Capitão Paulo Teixeira (Republicanos), autor do projeto junto com Alana Passos (PSL), Filippe Poubel (PSL) e outros sete deputados.
A proposta determina que a contratação dos profissionais, dentro da estrutura da Secretaria de Estado de Saúde (SES), será feita por seis meses, prorrogável por igual período. Caberá à pasta definir a quantidade de profissionais, meios e unidades de saúde que estarão aptas a oferecer o atendimento a adultos, crianças e idosos. O atendimento também poderá ser feito à distância.
“É muito importante que a população possa receber apoio psicológico, terapia, o que pode ser feito mesmo pela internet”, afirma Fillipe Poubel.
Pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mostra que os casos de depressão praticamente dobraram, enquanto as ocorrências de ansiedade e estresse tiveram um aumento de 80%, nesse período de isolamento social em decorrência do novo coronavírus.
“A quarentena forçou uma mudança de hábitos muito brusca para algumas pessoas. É urgente que o Estado amplie esse atendimento e disponibilize profissionais para cuidar da saúde mental ”, afirma a deputada Alana Passos.
Para a realização da pesquisa, 1.460 pessoas de 23 estados e todas as regiões do país responderam a um questionário on-line com mais de 200 perguntas, em dois momentos específicos, de 20 a 25 de março e de 15 a 20 de abril. O levantamento da Uerj também sinalizou que quem recorreu à psicoterapia pela internet apresentou índices menores de estresse e ansiedade. Da mesma forma, aqueles que puderam praticar exercícios tiveram melhor desempenho do que os que não fizeram nenhuma atividade física, ou que praticaram apenas atividade de força.