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Bolsonaro vai se reunir com Teich para debater sobre divergências no uso da cloroquina

Presidente pede pela ampliação do uso da medicação em pacientes com Covid-19

relogio min de leitura | Redação 13 de maio de 2020 - 12:58
Bolsonaro disse que vai se reunir com Teich ainda nesta quarta (13), para falar sobre o uso da cloroquina em tratamento contra o Covid-19
Bolsonaro disse que vai se reunir com Teich ainda nesta quarta (13), para falar sobre o uso da cloroquina em tratamento contra o Covid-19 -

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da cloroquina no tratamento de pessoas infectadas com o coronavírus e afirmou, na manhã desta quarta (13), que irá se reunir com o ministro da saúde, Nelson Teich, para um conversa. Quando questionado por jornalistas, na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, sobre o posicionamento contrário de Teich em relação ao uso do remédio, Bolsonaro respondeu.

"Olha só, todos os ministros, eu já sei qual é a pergunta, têm que estar afinados comigo. Todos os ministros são indicações políticas minhas e quando eu converso com os ministros eu quero eficácia na ponta. Nesse caso, não é gostar ou não do ministro Teich, é o que está acontecendo", afirmou ele que chegou causar mal estar com o ex ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta,  por ele ter uma opinião contrária ao uso da medicação.

Nelson Teich publicou na última terça (12), em seu Twitter, um alerta sobre o uso da cloroquina. "Um alerta importante: a cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o “Termo de Consentimento” antes de iniciar o uso da cloroquina", um dos efeitos colaterais são complicações cardíacas.

Já o presidente, chegou a afirmar que se sua mãe, de 93 anos, contraísse o vírus, ele aceitaria que a cloroquina fosse usada. "Se fosse minha mãe, com 93 anos, eu vou atrás dela, pego o médico... claro que não vou forçar, mas tem muitos que concordam com esse tipo de medicamento e ela usaria. Enquanto não tiver medicamento comprovado no mundo, temos esse no Brasil que pode dar certo ou não, mas como não pode esperar quatro ou cinco dias, é melhor usar”, disse ele.

Duas pesquisas internacionais, realizadas com base em testes em 1.300 pacientes, mostraram que a cloroquina e a hidroxicloroquina não têm eficácia contra a Covid-19. Com isso, a possibilidade do medicamento funcionar como placebo no corpo humano ganhou força. Bolsonaro também expôs sua opinião sobre isso.

"Nós estamos tendo centenas de mortes por dia. Se existe uma possibilidade de diminuir esse número com a cloroquina, por que não usar? Alguns falam que pode ser placebo. Pode ser. Você não sabe. Mas pode não ser também. A gente não pode, por exemplo, falar: 'Ah, se tivesse usado a cloroquina lá atrás, teria salvo milhões de pessoas. Só isso", disse.

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