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Witzel fará reunião com o MPRJ e a Defensoria para debater isolamento social

A reunião ocorrerá nesta terça-feira (05)

relogio min de leitura | Redação 05 de maio de 2020 - 09:47
O governador comentou sobre o caso em uma entrevista ontem (04)
O governador comentou sobre o caso em uma entrevista ontem (04) -

O governador Wilson Witzel afirmou que pretende se reunir com agentes do Ministério Público estadual (MPRJ) e da Defensoria Pública do Rio nesta terça-feira (05), para conversarem sobre novas medidas de restrição para evitar a circulação de pessoas nas ruas durante a pandemia. Segundo o governador, ainda há cerca de 50% circulando normalmente pelas ruas do estado, o que o preocupa. A informação foi dada pelo próprio Witzel na última segunda-feira (04), em uma entrevista para o programa Roda Viva.

"Construir essas medidas vai exigir um debate com o Ministério Público, com a Defensoria Pública, para estabelecermos as regras que podem ser adotadas, para que, se necessário, façamos uma maior restrição da circulação das pessoas", disse o governador.

Witzel ainda afirmou que a ideia da reunião é analisar um amparo jurídico para que se desenvolvam mais medidas de isolamento social. Witzel quer, por exemplo, evitar as carreatas que estão ocorrendo a favor do presidente Jair Bolsonaro, pois elas formam aglomerações de pessoas, o que não é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele pretende avaliar esses casos também com o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) e pensar em formas de multas para cidadãos que se coloquem em risco no isolamento social.

"Tenho sugerido a adição de um decreto com advertência, multa e até apreensão de instrumentos utilizados para desobedecer a ordem judicial. É um momento em que estamos construindo essas soluções jurídicas. É uma realidade que não estávamos preparados e não temos instrumentos legais que possam ser utilizados", adicionou Witzel.

Ao falar do presidente Bolsonaro, Witzel também disse que ele é contra a ideia do presidente de que o isolamento social deve ser só para grupos de pessoas de risco da doença. Segundo Witzel, o presidente está "politizando" a conversa com outros dirigentes sobre a situação.

"Desde o início do momento em que nós decretamos a restrição à circulação das pessoas houve questionamentos por parte de deputados bolsonaristas alegando que não poderia haver o cerceamento da liberdade das pessoas", contou Witzel.

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