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Em depoimento, Moro cita ministros como testemunhas contra Bolsonaro

O ex-ministro depôs para a PF no último sábado

relogio min de leitura | Redação 04 de maio de 2020 - 14:34
Foram exibidas mensagens trocadas entre Moro e o presidente Jair Bolsonaro
Foram exibidas mensagens trocadas entre Moro e o presidente Jair Bolsonaro -

O ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, em seu depoimento para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, citou nomes de ministros do atual governo para reforçar as acusações feitas contra o presidente Jair Bolsonaro. Com cuidado, Moro tentou não implicar os ex-colegas em situações ilegais. Todos os ministros foram citados apenas como eventuais testemunhas das falas do presidente nos encontros e reuniões entre eles e Bolsonaro. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Durante o depoimento, a Polícia Federal extraiu do celular de Moro mensagens trocadas com Bolsonaro. Foi feita uma varredura completa no celular do ex-ministro e foram encontrados áudios de conversa do ex-juiz com o presidente e também mensagens trocadas com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), inclusive mensagens que foram deletadas para liberar espaço de armazenamento no aparelho, mas que permanecem na memória do dispositivo.

Agora será elaborado um laudo no Instituto Nacional de Criminalística sobre as conversas e os áudios.

Sérgio Moro desmentiu apoiadores do presidente que o acusaram de gravar o presidente por mais de um ano. Para a Polícia Federal, o ex-ministro disse que isso é "absolutamente mentira" e que nunca gravou conversas com Bolsonaro.

O depoimento de Sérgio Moro para a PF durou mais de oito horas. O inquérito investiga as acusações que ele fez ao presidente de tentar interferir nas investigações da Polícia Federal, entre elas as que investigam esquemas de divulgação de "fake news" e financiamento de atos antidemocráticos realizados em abril, em Brasília.

Também foram analisadas conversas entre o ex-juiz e Carla Zambelli, em que ela pede para que Moro aceite a mudança na chefia da PF em troca de uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Durante a oitiva também foi exibida a conversa em que o presidente teria escrito "Mais um motivo para a troca" ao falar sobre inquéritos do STF que miram em aliados de Bolsonaro.

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