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Witzel critica postura de Bolsonaro: "desastrosa"

O governador se mostrou contra o posicionamento

relogio min de leitura | Redação 30 de abril de 2020 - 08:48
O governador falou sobre a situação em seu Twitter
O governador falou sobre a situação em seu Twitter -

O governador Wilson Witzel (PSC), resolveu demonstrar sua insatisfação com o governo Bolsonaro durante a pandemia atual do coronavírus. Em seu Twitter, Witzel falou sobre como Bolsonaro tem se comportado e ainda fez uma crítica ao dia em que o presidente falou "E daí?" quando questionado sobre o que ele pensava do Brasil ter ultrapassado a China no número de mortos pelo Covid-19.

"Não é “E daí”?, não, presidente. Seja responsável. A sua “gripezinha” chegou e, em vez de continuar atacando os governadores, faça o seu trabalho. Sua atuação na maior crise de saúde do mundo é desastrosa. Pare de fazer política e trabalhe", afirmou Witzel em sua publicação. E completou: "O presidente, que deveria ser uma liderança em um momento como esse, chega a ironizar as mortes. Isso é absolutamente inaceitável."

Witzel ainda fez declarações onde dizia que o presidente nunca soube lidar com essa pandemia. "O presidente nunca deu à pandemia a importância que ela merece. Em vez de ser o líder das ações de saúde e de economia, sempre tomou para si o papel de criar crises e mais crises." E completou: "É inaceitável o pouco caso com que o presidente sempre tratou a pandemia e as mortes. Ele não demonstra nenhuma solidariedade com as famílias que estão perdendo as pessoas que mais amam."Wtizel chegou a dizer que o Brasil é o único país que sofre com a economia, a política e a saúde ao mesmo tempo nessa pandemia. O Brasil deve ser o único país do mundo que está tendo que viver uma crise de saúde, econômica e política, tudo ao mesmo tempo. E com um presidente que finge que a pandemia não é assunto dele."

O governador do estado do Rio de Janeiro também celebrou a liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na última quarta-feira (29), impediu que Bolsonaro colocasse Alexandre Ramagem, amigo de sua família, no comando da Polícia Federal.

"O voto do Min. Alexandre de Moraes demonstra que há uma enorme insegurança institucional com a nomeação de um delegado com objetivos claros de interferência na PF. Pelas provas apresentadas, é algo que afeta diretamente o princípio da impessoalidade e põe em risco a democracia." Witzel ainda completou: "Tais fatos, além de a PF não ser órgão de inteligência da Presidência, mas sim exercer, nos termos do artigo 144, §1o, VI da Constituição, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União, demonstram estarem presentes os requisitos para a concessão da liminar."

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