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Bolsonaro diz que espera que essa seja a última semana de quarentena

Bolsonaro voltou a falar que 70% da população será infectada

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 20 de abril de 2020 - 13:17
O presidente também citou a demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
O presidente também citou a demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta -

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira (20), que espera o fim da quarentena nesta semana. Bolsonaro voltou a falar das medidas de isolamento adotadas por governadores e prefeitos, dizendo que em alguns estados elas são "excessivas" e "não atingiram seu objetivo".

Na última semana, alguns estados prorrogaram as medidas de distanciamento social para o próximo mês, como São Paulo, que estendeu as restrições ao comércio até o dia 10 de maio, e o Distrito Federal, que estuda uma reabertura do comércio a partir do dia 3. Rio de Janeiro e Pernambuco prorrogaram as medidas de isolamento até o dia 30 de abril.

"Dá para recuperar o Brasil ainda. Eu espero que essa seja a última semana dessa quarentena, dessa maneira de combater o vírus, todo mundo em casa. A massa não tem como ficar em casa, porque a geladeira está vazia", disse o presidente.

O presidente voltou a falar que 70% da população será contaminada pelo vírus e também falou dos efeitos da pandemia na economia do país.

"A situação econômica do Brasil está se agravando, cada ponto percentual de decrescimento para o Brasil, ou cada ponto percentual de mais desemprego, a consequência é a violência, o caos, são mortes, a fome, a desgraça, tudo que está aí", afirmou ao deixar o Palácio da Alvorada nesta manhã.

Bolsonaro disse que foi contrário a editar o decreto com a previsão de multa para quem fosse às ruas e contrariasse as orientações sanitárias. Segundo ele, as pessoas estão na rua porque estão procurando por trabalho. O presidente disse ser a favor da liberdade de ir e vir e da liberdade de expressão.

O presidente também citou a demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que ao contrário dele, defendia as medidas de distanciamento.

"Se tiver que demitir qualquer ministro, demito", disse. "Não tem ameaça da minha parte, mas se ele desviar daquilo que eu prometi durante a pré-campanha e a campanha, lamentavelmente, ele está no governo errado, vai para outro barco, vai tentar em 22", completou.

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