Coronavírus: Hospital de Campanha de SG custa o dobro das unidades no Rio
Unidade hospitalar com estrutura móvel para atendimento de casos do coronavírus está sendo construída no campo do Clube Mauá, no Estrela do Norte

Após as Prefeituras de Niterói e de Maricá doarem, cada uma, R$ 45 milhões, para São Gonçalo construir seu Hospital de Campanha, através do Fundo Estadual de Saúde, há uma constatação preocupante para a população. A unidade, que está sendo erguida pelo Governo do Estado do Rio em uma área do Clube Mauá, no bairro Estrela do Norte, para o atendimento de casos de covid-19 (provocados pelo coronavírus), já custa o dobro do que os montados na cidade do Rio pela iniciativa privada. A informação foi publicada pelo jornalista Gilson Monteiro em seu site.
A publicação revela que uma destes hospitais de campanha fica no Leblon com investimento em torno de R$45 milhões por meio de fundos oriundos da Rede D´Or (que aportou R$25 milhões) e o restante divididos de forma igualitária entre Bradesco Seguros, Lojas Americanas, Instituto Brasileiro de Petróleo e Banco Safra. A construção está ocorrendo em terreno de propriedade do Governo Estadual que fica próximo ao 23º BPM e que terá 200 leitos, sendo 100 alas dedicadas à UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Já a unidade gonçalense, embora mais cara, contará com o mesmo número de leitos, porém, prevê apenas 40 instalações para UTI.
O colunista também informou que na última segunda-feira (13), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou inquérito civil para investigar a transparência dos Poderes Executivo e Legislativo sobre a administração a verba destinada à construção de Hospitais de Campanhas, entre outras despesas, como contratação de pessoal.
O MPRJ iniciou este processo devido à Secretaria de Estado de Saúde ter mantido sigilo sobre critérios administrativos para contratações emergências (que dispensam licitação devido ao estado de calamidade pública por conta da pandemia da covid-10). O órgão ainda investiga a contratação da organização social IABAS, que teria recebido cerca de R$ 835 milhões para construir e administrar todos os hospitais de campanha do Estado do Rio.
Além de São Gonçalo, as seguintes cidades estão tendo hospitais de campanhas estaduais sendo construídos com 200 leitos cada um: Rio de Janeiro (Leblon, Maracanã, Jacarepaguá, Complexo de Gericinó), Casimiro de Abreu e Campos dos Goytacazes.