Coronavírus: associações de economia solidária realizam ação no Morro do Preventório
Comunidade de Niterói possui 8.690 moradores e 550 deles são idosos, que terão prioridade na entrega das cestas básicas
Um grupo de voluntários do Morro do Preventório, em Jurujuba, se juntou com diversas organizações de economia solidária, como o Banco Comunitário do Preventório, o Fórum Municipal de Economia Solidária, a Associação de Agricultores Biológicos do Estado (ABIO) e a Associação Fluminense de Famílias Agroecológicas (AFFA) e lançou, há uma semana, um financiamento coletivo na internet. A meta era arrecadar 10 mil reais para ajudar moradores da favela com produtos do comércio local vendidos por pequenos empresários, e da agricultura familiar, setor que tem enfrentado problemas de escoamento em função da pandemia da Covid-19. Em uma semana quase bateram a meta: R$ 9.955,00.
Para organizar as cestas e operar a distribuição dos alimentos, inauguraram um Comitê de Solidariedade. A iniciativa vai contemplar mais de 120 famílias, ou cerca de 500 pessoas. Segundo o IBGE (2010), o Morro do Preventório possui 8.690 moradores e 550 deles são idosos, que terão prioridade na entrega das cestas. Para ajudar todos os moradores, a meta da 'vakinha' deve dobrar nos próximos dias.
"Muitas das medidas dos governos, por mais que sinalizem um alívio, ainda não estão disponíveis. A prefeitura de Niterói fez um importante trabalho distribuindo cestas básicas para as crianças da rede pública, mas muitas famílias ainda ficaram sem qualquer apoio. E o tempo da fome é agora. Não é na semana que vem", explica Marcos Rodrigo, pesquisador e fundador do Banco Comunitário do Preventório.
Para quem quiser contribuir com a vakinha solidária basta acessar o site: