Bolsonaro defende voto impresso após acusação de fraude na Bolívia

Evo Morales renunciou do cargo no domingo (10)

Enviado Direto da Redação
Após renúncia de Evo Morales, Jair Bolsonaro defende aplicação de voto impresso no Brasil

Após renúncia de Evo Morales, Jair Bolsonaro defende aplicação de voto impresso no Brasil

Foto: Divulgação


Após Evo Morales renunciar do cargo de presidente da Bolívia, no último domingo (10), por acusação de fraude nas eleições, Jair Bolsonaro defende aplicação de voto impresso no Brasil. De acordo com o presidente, o uso de cédulas daria “a certeza que fatos como o da Bolívia não acontecerão no Brasil”.

Evo Morales renunciou, em rede nacional boliviana, após as Forças Armadas pedirem para ele deixar o cargo e ele mesmo ter pedido novas eleições. O vice-presidente também renunciou.

O processo eleitoral na Bolívia vem sendo questionado desde 20 de outubro, quando as urnas, após ficarem um tempo sem apurar, apontaram 47,07% dos votos para Evo e 36,51% para Carlos Mesa. Na Bolívia, um candidato só vence a eleição quando atinge 50% dos votos, ou quando diferença entre os candidatos é de mais de 10 pontos percentuais.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se pronunciou nas redes sociais sobre a questão política do país vizinho. Segundo o petista, “é lamentável que a América Latina tenha uma elite econômica que não saiba conviver com a democracia e com a inclusão social dos mais pobres”.

Para Bolsonaro, “a lição que fica para nós e a necessidade, em nome da democracia e transparência, de contagem de votos que possam ser auditados”.

Veja também