Audiência pública debate pedofilia na sede da OAB, em São Gonçalo

Encontro contará com vários palestrantes

Enviado Direto da Redação
Encontro contará com vários palestrantes

Encontro contará com vários palestrantes

Foto: Divulgação

O presidente da Comissão de Assistência à Criança, ao Idoso e à Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal, vereador Alexandre Gones, realiza nesta segunda-feira (4), às 16 horas, na sede da OAB-SG, no bairro do Zé Garoto, audiência pública com o tema " Pedofilia: Aprender para se defender". Entre os palestrantes está o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, desembargador Claudio de Melo Tavares. 


O projeto Pedofilia, " Anjos: Aprender para se Defender" foi desenvolvido pela escritora e educadora Maura Oliveira. " O sonho está sendo materializado! Meu projeto de vida,  caminhando de encontro à proteção de crianças e adolescentes, com a sensibilização de escolas, professores, equipes pedagógicas, familiares e toda a sociedade está saindo do papel. É tempo de resgate, ensinar; prevenir, recomeçar e superar. Parabéns São Gonçalo! Precursor num tema de extrema importância". 


Também participarão da audiência pública os desembargadores Fábio Dutra e Ivone Ferreira Caetano; Delegada da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, Juliana Emerique; delegados  Adildon Palácio e Paula Mary Reis; policial.da DCAV, Emerson Brant; presidente OAB-SG, Eliano Enzo; e a psicanalista Quezia Carvalho Tebet. 


Diretores e professores das escolas públicas da cidade e representantes de entidades organizadas também participam do encontro. A OAB- SG fica na Travessa Euzelina, 100, Zé Garoto.


O abuso e a exploração sexual de crianças são temas preocupantes no mundo inteiro. A novidade, dessa vez, é o relatório Out of the Shadows, publicado este ano pela revista britânica The Economist. Ele revela como 40 países, que cobrem 70% da população global com menos de 19 anos de idade, estão enfrentando o problema. 


O Brasil é o 11º melhor colocado, com 62,4 pontos, ficando abaixo da Austrália, Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul, Itália, França e Japão. O país está acima da média do grupo, que é de 55,4 pontos. 


Entre os principais destaques, segundo o estudo, estão as leis de proteção as crianças, assim como o envolvimento do setor privado, da sociedade civil e da mídia. 


Por outro lado, as limitações brasileiras estão na falta de programas de prevenção para abusadores em potencial, assim como na coleta e divulgação de dados sobre violência sexual contra crianças. No entanto, esse último não é exclusividade do Brasil, já que apenas metade dos países analisados coletam dados de prevalência sobre abuso sexual infantil e apenas cinco coletam esses dados em exploração sexual infantil.


Ainda segundo o relatório, o abuso e exploração infantil tem sérias consequências emocionais e de saúde, por isso, fundamental combater esse tipo de violência. Lembrando que discutir e implementar ações é perfeitamente possível mesmo quando os recursos são limitados.

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