Radares: Comissão de Transportes quer relação de novos pardais
Eles buscam saber quais foram os critérios adotados

A colocação de novos pardais nas ruas da cidade que vem sendo feita pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), voltou a preocupar os motoristas que não entendem o motivo desses equipamentos serem instalados em locais onde existem ladeiras e ruas quase sempre sem movimento, colocando em risco a segurança de quem por lá passa.
Diante disso, o deputado Dionísio Lins (PP), presidente da Comissão de Transportes da Alerj e autor da lei que proíbe a instalação de lombadas e pardais em áreas consideradas de risco, encaminha amanhã (16), ao prefeito Marcelo Crivella, requerimento de informações onde quer saber quais os critérios adotados e se ouve algum estudo que apontou a necessidade da instalação dos equipamentos nesses endereços, já que muitos motoristas denunciam a falta de placas informando da existência dos equipamentos e a colocação dos mesmos em locais de difícil visualização, como atrás de postes e árvores.
"Vejo com preocupação o retorno desses equipamentos e a instalação em locais por vezes imprudentes, como em ruas com ladeira onde não existe nenhum registro de ocorrências. Vamos pedir no requerimento a relação de onde eles serão colocados, quantas e quais empresas realizam o serviço, o valor desse contrato, como foi realizada a licitação e se todos estão aferidos pelo Instituto de Pesos e Medidas do Rio de Janeiro (Ipem/RJ)", informou.
Indústria de Multas
Dionísio disse ainda que hoje, uma das maiores preocupações dos motoristas, diz respeito a possibilidade da existência de uma indústria de multas na cidade, já que muitos encontram dificuldade na hora de recorrer das infrações junto as Jaris com a burocracia atual.
Ele lembrou, por exemplo, que em 2018 a arrecadação com multas de trânsito e com os radares somou o total de mais de R$ 244 milhões,sendo considerado o maior valor arrecadado desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro.
"É preciso que fique claro para onde vai toda essa arrecadação, já que o Código de Trânsito determina que a receita com multas seja aplicada exclusivamente em sinalização, policiamento, engenharia de tráfego, fiscalização e educação no trânsito. Do valor arrecadado, apenas 4% foi aplicado em campanhas para educação e segurança no trânsito", disse.