Bolsonaro vai ao Piauí para inaugurar escola com seu nome

Ex-presidente João Figueiredo também foi homenageado

Enviado Direto da Redação
Bolsonaro e o prefeito da Parnaíba, Francisco de Moraes Souza, o Mão Santa

Bolsonaro e o prefeito da Parnaíba, Francisco de Moraes Souza, o Mão Santa

Foto: Divulgação


O presidente Jair Bolsonaro participou na manhã desta quarta-feira (14) da cerimônia de inauguração de uma escola militar do Serviço Social do Comércio (Sesc) que levará o seu nome, em Parnaíba, no Piauí. O ato desrespeita a lei 6.454, de 24 de outubro de 1977, que proíbe se dar nome de pessoas vivas a qualquer obra pública.

Na segunda-feira (12), o estudante de direito Tiago Francisco Lima Medeiros apresentou denúncia junto ao Ministério Público pedindo a suspensão da nomeação. Na terça (13), o juiz federal José Gutemberg de Barros Filho, da Vara Única da Parnaíba, indeferiu o pedido de anulação e autorizou a inauguração da “Escola Presidente Jair Bolsonaro”.

O atual governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que cumpre seu quarto mandato como governador do estado, não foi à recepção do presidente. Recentemente Bolsonaro disse que “de todos os governadores de Paraíba, o pior deles é o do Maranhão (Flávio Dino, do PCdoB)”. E isso incomodou todos os governadores do Nordeste, incluindo o do Piauí.

Em Parnaíba, segunda maior cidade do Piauí, além de inaugurar a escola, Bolsonaro recebeu o título de cidadão parnaibano. Ele também participou da inauguração de uma avenida com o nome do ex-presidente João Figueiredo, que governou o Brasil durante a ditadura militar entre 1979 e 1985. Apoiado pelo prefeito de Parnaíba, o Mão Santa, Bolsonaro disse em seu discurso que irá acabar com a raça de “Co-com no Brasil”. Segundo ele, o termo faz referência aos corruptos e comunistas.

"Nas próximas eleições nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil, e já que na Venezuela está bom, vamos mandar essa cambada pra lá, e quem quiser ir um pouquinho mais pro Norte vai até Cuba, lá deve ser muito bom também”, ironizou.

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