Começa a 'corrida eleitoral' pela Prefeitura de São Gonçalo

Nanci, Pericar e Dejorge confirmaram suas pré-candidaturas

Enviado Direto da Redação

Foto: Stefanini Soares/Arte

Por Alan Emiliano e Rennan Rebello


A pouco mais de um ano para as eleições para prefeito de São Gonçalo, alguns nomes já começam a despontar como pré candidatos a disputa que ocorrerá em outubro de 2020.  Um deles é o atual prefeito da cidade, José Luiz Nanci (Cidadania, ex-PPS), que mesmo diante de uma rejeição visível, causada principalmente pela falta de obras no município, já se apresentou como pré candidato à reeleição.  


Além do atual governante municipal, surge como postulante à Prefeitura, o adversário de Nanci na disputa do 2º turno de 2016,  o ex-deputado federal Dejorge Patrício (PRB).  Nos últimos dias, foi a vez do vice-prefeito e agora, deputado federal, Ricardo Pericar (PSL), apresentar seu nome como pré postulante ao cargo de prefeito. O SÃO GONÇALO conversou com os três pré candidatos e na edição dessa semana, além das entrevistas, publica um mini perfil deles, para você já ir fazendo sua análise das melhores propostas para a cidade. 

DEJORGE PATRÍCIO 


Dejorge Patrício da Silva nasceu em 18 de junho de 1974, no Boaçu, em São Gonçalo. O atual presidente do diretório municipal do Partido Republicano Brasileiro (PRB), foi o segundo mais votado nas eleições a prefeitode 2016.  


Bens declarados - Dejorge Patrício declarou ao TSE, R$ 93.338,21 em bens, na sua última campanha eleitoral, em 2018, divididos em contas correntes e participações em empresas diversas. Na sua candidatura ao cargo de deputado federal, a campanha recebeu R$ 805 mil e teve uma despesa de R$ 794.369,10, o que representou uma sobra financeira de R$ 630,90.


Carreira política - Dejorge entrou na política em 2004, quando se candidatou pela primeira vez a vereador, sem sucesso. Ele voltou a se candidatar a vereador  em 2012, pelo Partido da República (PR), sendo eleito com 6.391 votos, o mais votado no município. Em 2014, se candidatou a deputado federal, mas ficou como suplente, e depois assumiu em janeiro de 2017, no lugar da deputada Clarissa Garotinho. Nas últimas eleições, Dejorge tentou de novo uma vaga de deputado federal, mas apesar de ter sido o político mais bem votado em São Gonçalo, acabou ficando como suplente.


“Os setores mais prejudicados pela péssima gestão do atual governo são Educação, Saúde e Limpeza. Além disso, áreas como mobilidade urbana e a geração de emprego e renda deveriam receber investimentos. A cidade está abandonada em tudo. É inconcebível um prefeito fechar a emergência do Pronto Socorro de Alcântara e uma biblioteca”.

“Um governo fraco, sem articulação política, que parece não conhecer a cidade e suas necessidades porque nem o mínimo ele faz. A cidade está “largada às traças”. Um desgoverno: cidade suja, e onde a merenda é biscoito. Não estão preocupados com o bem estar das pessoas”. 

“Hoje, mesmo sem mandato, consigo me articular com o Governo do Estado, pedindo e recebendo uma atenção que a cidade nunca recebeu. Quero ser prefeito, porque posso fazer muito. Tenho certeza de que serão quatro anos inteiramente dedicados a melhorar a qualidade de vida do gonçalense e resgatar sua auto estima. Eu sou um gonçalense inconformado! É claro que como gestor público, sei que uma cidade grande, tem uma série de desafios, como a baixa arrecadação. Neste aspecto, já penso em projetos para aumentar a arrecadação sem aumentar impostos do contribuinte. 

“Com certeza a reputação que construí, junto às esferas estadual e federal, o amadurecimento que adquiri em Brasília, são ferramentas que vou usar para trazer investimentos que a cidade nunca recebeu e espera por décadas. Eu sou uma pessoa muito determinada e, certamente, as pessoas vão reconhecer o porquê de me escolherem. Tenho certeza que vou iniciar o sonho de todo gonçalense: o de ter uma cidade melhor”.


JOSÉ LUIZ NANCI  


Nascido no bairro Zé Garoto, em São Gonçalo, o médico José Luiz Nanci, 66 anos, é filiado ao Cidadania, antigo Partido Popular Socialista (PPS). Em meio às críticas sobre seu atual mandato como prefeito, surge como uma “zebra” na corrida eleitoral, apesar de aliados defenderem com “unhas e dentes” o seu atual mandato no governo municipal. 


Bens declarados - Em 2016, José Luiz Nanci declarou ao TSE R$ 765.709,65 em bens, divididos em quatro apartamentos na cidade, dois veículos, duas lojas, um terreno, além de contas bancárias. Na sua candidatura a prefeito, a campanha recebeu R$ 856 mil e teve uma despesa de R$ 848.681,60, o que representou uma sobra financeira de R$ 1.318,40.


Carreira política - José Luiz Nanci iniciou na política em 1992, quando foi eleito vereador em São Gonçalo pela primeira vez, se reelegendo por cinco mandatos seguidos. Durante a sua carreira na Câmara Municipal de São Gonçalo, chegou a se ausentar para ocupar o cargo de secretário de Saúde, em 2000. Depois, foi eleito deputado estadual por dois mandatos consecutivos até alcançar a Prefeitura de São Gonçalo, em 2016.


“Estamos enfrentando dificuldades em encontrar empresas dispostas a fornecer Cimento Asfáltico de Petróleo(CAP), por isso temos problemas em obras. Já realizamos seis licitações e nenhuma empresa apareceu, tivemos deserto em todas. Em breve, finalmente conseguiremos solucionar essa questão. Mesmo com as dificuldades estamos asfaltando 100 ruas nos bairros Laranjal, Miriambi, Arsenal, Bom Retiro e Tribobó através do programa Pac 2”.


“Assumimos uma gestão quebrada, com as contas públicas no vermelho e inclusive com a iluminação cortada, porque a gestão passada não havia pago as contas. Já conseguimos pagar 60% das dívidas”. 


“Na Saúde, inauguramos clínicas, como a de Marambaia, a nova maternidade, o novo Hospital Luiz Palmier, além de reformas em outras unidades, como a Clínica Psiquiátrica Nossa Senhora das Vitórias, a Clínica Zerbini, no Arsenal, que estava fechada há nove anos.  


“Na Educação, inauguramos a Escola Nicanor Ferreira Nunes, no Jardim Catarina,  e reforma e ampliação de outras unidades, como a Escola Jaime Campos, em Monjolos, a Escola municipalizada Maria Noêmia Lopes Pires, Umei José Carlos Coutinho.   


“Quero com um novo mandato dar continuidade ao trabalho que comecei em 2017, regularizando as dividas para tirar o município do  Cadastro Único de Convênio (CAUC), que é  uma espécie de “SPC” das Prefeituras e avalia quatro metas obrigatórias aos municípios – adimplência financeira, prestação de contas de convênios, transparência e cumprimento de obrigações legais. 


RICARDO PERICAR  


Nascido no Rio de Janeiro mas radicado em São Gonçalo, o vice-prefeito de SG, e agora deputado federal Ricardo De Souza Costa, de 54 anos, é filiado ao Partido Social Liberal (PSL). Ele assumiu recentemente como deputado federal, como suplente da deputada federal Major Fabiana, que assumiu a Secretaria Estadual de Vitimização Policial, a convite do governador Wilson Witzel (PSC). 


Bens declarados - Em 2018, na campanha para deputado federal, Ricardo Pericar declarou ao TSE, R$276.224,00 em bens, divididos em cinco ônibus, uma retro escavadeira, dois caminhões modelo carreta aberta e seis automóveis. Na sua última campanha arrecadou R$ 12,7 mil e teve uma despesa de R$ 9.962,00, o que representou uma sobra financeira de R$ 2.738 mil.


Carreira política - Pericar foi vereador de São Gonçalo por três mandatos consecutivos entre os anos de 2004 a 2016 e antes de ingressar ao PSL, o político foi filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB, na época conhecido como PMDB) e Partido Democrático Trabalhista (PDT), respectivamente.  Tinha como slogan de campanha ‘Fora, Ampla’, em oposição ao serviço prestado pela concessionária de energia elétrica da cidade, que teve seu nome alterado para Enel. 


Em 2016, foi eleito vice-prefeito na chapa de José Luiz Nanci na coligação ‘Bora mudar de verdade’. Atualmente, é desafeto político do prefeito. 


“Eu não falo com o prefeito (Nanci) pessoalmente há um ano. Ele não tem palavra, caráter e compromisso, tendo nos decepcionado ao deixar a corrupção acontecer, além de praticar nepotismo dentro da Prefeitura”.


“Eu quero combater a corrupção que está instalada na Prefeitura e digo que o grande problema é a associação da má administração do Nanci com corrupção, ou seja, é uma ‘bomba atômica’. E eu não vejo outros que falem sobre isso e que se disponham a combater isto”.


“Na Segurança Pública, buscarei parcerias com o Governo do Estado, pois o prefeito nada mais é do que um ‘síndico’ da cidade e precisa apoiar e ter o apoio do governador. Percebo que os prefeitos não apoiam, por exemplo, na crise que passou o 7ºBPM. Quando era vice-prefeito apoiei, e inclusive sou reconhecido por muitos coronéis durante este período. Vou colocar a Prefeitura para funcionar assim como fiz na iluminação pública, atuando como vice-prefeito. Hoje, há uma equipe que trabalha em quatro mil pontos por mês, com seis caminhões. Isto é algo simples, nada complicado de se fazer e eu posso provar isso.  Em seis meses fizemos 18 mil pontos”.


“Eu não diria que seria uma ‘revanche’. Mas quero cumprir o que prometemos na campanha anterior, de colocar a Prefeitura para funcionar. Hoje, temos uma Prefeitura que está funcionando como um balcão de negócios que contrata empresas para gerar propina para todo mundo. O município precisa de um prefeito que trabalhe de 5h até meia noite. Caso contrário, pode ser o mais técnico possível que não conseguirá fazer uma boa gestão”.

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