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Semáforo é retirado em São Gonçalo e Guarda atua em situação precária

Trecho fica na entrada da Avenida 18 do Forte, divisa entre os bairros Centro e Mutuá

relogio min de leitura | Redação 07 de agosto de 2019 - 18:58
Motoristas de carros e ônibus tentam se adaptar assim como os pedestres que sempre faziam sua travessia sob o sinal que foi retirado
Motoristas de carros e ônibus tentam se adaptar assim como os pedestres que sempre faziam sua travessia sob o sinal que foi retirado -

Por Rennan Rebello

Um semáforo de um dos trechos mais movimentados de São Gonçalo foi retirado pelo poder público municipal. Essa decisão que, segundo a subsecretaria de Transportes faz parte de um teste intitulado como 'Onda Verde' - que foi testado no ano passado mas sem sucesso - faz com que os motoristas de carros e ônibus tenham que se adaptar, assim como os pedestres, que sempre faziam sua travessia sob o sinal.

No local, há um fluxo intenso de condutores que saem na Avenida Presidente Kennedy sentido Partage Shopping e para o bairro do Mutuá, enquanto transeuntes tentam fazer sua travessia. A equipe de O SÃO GONÇALO esteve no local e conversou com um guarda municipal, que não quis se identificar.

 "O cruzamento aqui é complicado e a presença do guarda é necessária para evitar uma colisão principalmente na hora do rush, mas é evidente que não haverá um guarda 24 horas. Também há um outro problema, na rua traseira do shopping (Partage) e talvez seria necessário termos mais um guarda. Mas, na verdade, nós sabemos que o problema está é na falta da educação do povo", disse o servidor público. Ele também revelou sobre a atual situação que passa a Guarda Municipal gonçalense, e inclusive mostrou os seus coturnos furados. 

"A dificuldade da Guarda Municipal é a falta de condição de trabalho. Eu, por exemplo, adquiri tendinite e esporão, porque os coturnos não são adequados. Eu só consigo trabalhar em pé porque comprei uma palmilha de silicone e quando chego a seis horas de trabalho tenho que parar por conta da tendinite. Além disso, contraí problema cardíaco e tive uma pequena perda de audição e visão pois quem trabalha no trânsito é bastante exigido. Esta farda que está em mal estado me custou R$ 200. Sendo que eu preciso ter duas fardas", revelou o guarda. 

Ele também denunciou que a aposentadoria no plano de carreira da Guarda Municipal está ameaçada, já que os agentes tendem a se aposentar ganhando menos do que ganham atualmente, um salário corrente que conta com acréscimo de gratificações, que não contaria nos cálculos para se aposentar.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de São Gonçalo a fim de esclarecer a razão da retirada do semáforo nesta região central do município. Eles responderam que "a subsecretaria de Transportes informa que o semáforo utilizado há anos está localizado na altura do número 450, da Avenida 18 do Forte. O semáforo recentemente retirado próximo ao cruzamento foi utilizado durante um pequeno período de testes do projeto "Onda Verde" e desligado após causar transtornos na saída da rua Floriano Lima.  O Guarda Municipal que atua na localidade tem como atribuição cuidar do trânsito".

Também em contato com o OSG, a Prefeitura respondeu aos questionamentos sobre as condições da Guarda Municipal encaminhados por e-mail.

"O Comando da Guarda Municipal informa que licitou cinco veículos, que chegarão ao município no prazo entre  30 a 60 dias.  Com relação ao plano de cargos e salários, a prefeitura informa que a comissão da Guarda Municipal apresentou uma proposta com reajuste expressivo, com valores que a folha salarial dos servidores do executivo não suportaria pagar.  A secretaria de Administração está elaborando um estudo de impacto financeiro para uma contraproposta que será apresentada em breve. Já com relação ao uniforme, a prefeitura fez uma licitação para compra do material, que está em fase de empenho e algumas peças irão começar a ser distribuídas ainda em agosto. Entre o material licitado, estão calça, camisas, boné, cinto, coturno, colete, entre outras peças. Já os veículos foram licitados e chegarão ao município dentro de 30 a 60 dias.  Ao todo, seis profissionais atuam por plantão na 3º inspetoria e os móveis para utilização dos mesmos estão em processo de licitação", finalizou.

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