Projeto promove curso de especialização técnica para refugiados no Rio

O objetivo é ampliar as chances deles serem empregados

Enviado Direto da Redação
Iniciativa tem como meta enriquecer o currículo dos imigrantes

Iniciativa tem como meta enriquecer o currículo dos imigrantes

Foto: Divulgação

A sigla do projeto Mares - Mediação para o Aprendizado de Refugiados e Solicitantes de Refúgio - evidencia o foco da iniciativa em capacitação e ensino. De fato, foi com o propósito de oferecer chances de especialização técnica que a Cáritas do Rio de Janeiro uniu-se à Fundação Banco do Brasil e à Academia Cisco e formaram-se turmas para aprender sobre tecnologia digital, segurança cibernética, empreendedorismo e outros assuntos.


A verdadeira finalidade do projeto, no entanto, não é que as pessoas refugiadas tenham acesso a salas de aula, e sim ao mercado de trabalho.


Agora, com pouco mais de três meses de andamento e alguns cursos concluídos, o Mares começa a atingir seu objetivo. Já há refugiados contratados em funções diversas, sobretudo no setor de serviços. A venezuelana Rosa Dumont, que obteve os certificados dos cursos Conecte-se, Internet de Todas as Coisas e Segurança Cibernética, está sendo treinada por um restaurante para ser supervisora.


O congolês Yves Selenge conseguiu um contrato temporário na Supervia, concessionária do transporte ferroviário no Rio. Outras duas venezuelanas diplomadas também assinaram a carteira: Karen Velásquez está trabalhando como lojista em um grande shopping do Rio, enquanto Rinha Palma acaba de ser chamada para atuar na rede hoteleira. Fora as pessoas que fizeram o curso de empreendedorismo e aprimoraram seus pequenos negócios com o conhecimento adquirido.

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