Moradores de Maricá vão à Alerj para questionar a Enel

Segundo eles, bairros da região já ficaram 5 dias sem energia

Enviado Direto da Redação

Foto: Rafael Wallace/Divulgação

Com mais de 150 mil habitantes, Maricá, conta com apenas duas equipes de suporte da Enel - distribuidora de energia na região - e uma loja física para atender à população. Aumentar o número de técnicos e lojas na cidade, foram alguns dos pedidos feitos aos representantes da Enel, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga as irregularidades do setor de energia elétrica no estado.


Segundo a coordenadora do Procon em Maricá, Angélica Spindola, alguns bairros do município já ficaram cinco dias sem energia. “Isso é inadmissível. Não temos a quantidade de técnicos necessária para atender ao município. O número de reclamações só aumenta e a empresa não faz nada para melhorar. Vamos fazer agora 80 audiências de conciliação para tentar resolver uma parte dos problemas que chegam para nós diariamente, mas sabemos que seria resolvido se tivéssemos mais suporte na região”, relatou Spindola.


Para impedir que esse tipo de problema se repita, o promotor do Ministério Público, Sérgio Luís Lopes, lembrou que tramita na justiça uma ação contra a empresa que obriga a companhia a resolver problemas de queda de energia no município de Maricá em até quatro horas em áreas urbanas e seis horas em áreas rurais. ˜O Ministério Público entrou com uma ação idêntica no município de Niterói. Lá o processo já tramitou em julgado e a empresa está sendo obrigada a cumprir a decisão judicial, em caso de descumprimento terá que pagar uma multa no valor de R$ 10 mil por caso. Tudo indica que o processo de Maricá vai ocorrer da mesma forma e em breve a exigência no atendimento será aplicada também no município˜, explicou Lopes.

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