Alerj cobra saneamento na Baía de Guanabara

Programa de Saneamento sofreu corte de 50% por conta da crise econômica do estado

Enviado Direto da Redação

Foto: Divulgação


A Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou audiência pública para saber como está sendo executado o Programa de Saneamento do Entorno da Baia de Guanabara. O programa sofreu uma redução em mais de 50%, devido a crise econômica que atingiu o Rio de Janeiro. A comissão solicitou que em 30 dias o governo fluminense apresente as medições e os investimentos no programa.


Um dos símbolos estaduais, a Baía vem sofrendo ao longo dos anos com o lançamento diário de esgoto nas suas águas. No seu entorno residem cerca de 7,6 milhões de pessoas. A secretária estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, garantiu que o Poder Executivo já negocia com a União a inclusão do Programa no Regime de Recuperação Fiscal. A ideia é retomar obras estruturantes, com ações de curto, médio e longo prazos.


O presidente da Comissão, deputado Gustavo Schmidt (PSL), solicitou que a Secretaria encaminhe todas as informações relativas às medições executadas e os investimentos nas unidades de conservação. “Para cada um real investido em saneamento há uma economia de quatro reais em saúde. Ver onde este dinheiro está sendo aplicado é uma obrigação da comissão”, disse o parlamentar.


Dos seis lotes de intervenção previstos, dois estão sendo executados. Estão sendo finalizadas as obras do primeiro lote no Tronco Coletor da Cidade Nova, onde foram investidos R$ 73 milhões e atualmente são despejados 350m/s de esgoto.


A segunda intervenção é o sistema de tratamento de esgoto que está sendo executado em Alcântara, em São Gonçalo. Na localidade, vem sendo construídas 44,5 km de redes de esgoto que ainda não estão funcionando. Os quatro lotes restantes não começaram e terão suas obras executadas em Duque de Caxias e em Irajá, na Zona Norte do Rio.

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