Atos no Brasil e exterior marcam um ano sem Marielle Franco e Anderson Gomes

Após um ano do assassinato, executores foram presos e mandantes ainda são desconhecidos

Enviado Direto da Redação
A série de protestos “Amanhecer por Marielle e Anderson” ocorre em mais de 20 pontos do Rio

A série de protestos “Amanhecer por Marielle e Anderson” ocorre em mais de 20 pontos do Rio

Foto: Clarice Lissovsky/Mídia Ninja/Divulgação

Há exatos 365 dias, Marielle e Anderson foram assassinados a tiros no Rio. Uma série de atos em homenagem à vereadora e ao motorista foram organizados para hoje (14) no Rio de Janeiro e diversas cidades do país e também no exterior. As manifestações clamam por justiça e respostas quanto aos mandantes do crime.

A série de protestos “Amanhecer por Marielle e Anderson” ocorre em mais de 20 pontos do Rio e contou com atos em outros estados e em cidades da América do Sul, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa. No Estado, há atos previstos em Barra Mansa, Macaé, Cabo Frio, Teresópolis, Petrópolis, Volta Redonda, Niterói e São Gonçalo, além da Capital. 

Na Câmara dos Deputados, em Brasília, o ato em homenagem à memória da vereadora foi interrompido. Enquanto os deputados cobravam explicações às autoridades sobre os mandantes do crime, um outro grupo de parlamentares que realizava ato em favor dos animais ligou caixas de som com latidos de cachorros. Entre os apoiadores do ato pró-animais, estava o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que participou do ato realizado no Rio ano passado no qual foi rasgada uma placa em homenagem a vereadora.

Marielle e Anderson foram assassinados na noite de 14 de março de 2018 quando retornavam de ato político, no centro do Rio. O carro em que estavam foi atingido por 13 tiros. A vereadora foi alvejada na cabeça e o motorista morreu com disparos pelas costas. 

Na terça-feira (12) uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu Ronnie Lessa, sargento reformado da Polícia Militar, e Elcio Vieira, ex-policial que foi expulso da corporação. Os dois são suspeitos de terem executado o crime. A pergunta repetida pelos manifestantes em todas as centenas de atos no dia de hoje foi "Quem mandou matar Marielle?".

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