Deputado do partido de Bolsonaro quer proibir anticoncepcionais

Marcio Labre chama métodos de "microabortivos"

Enviado Direto da Redação
Marcio Labre defende proibição de anticoncepcionais

Marcio Labre defende proibição de anticoncepcionais

Foto: Reprodução/Facebook

O deputado federal Marcio Labre (PSL-RJ) apresentou à Câmara, na última segunda-feira (04), projeto de lei que proíbe, em todo o Brasil, uso de pílulas do dia seguinte, anticoncepcionais e outros contraceptivos. Segundo o parlamentar, os métodos podem ser considerados como "microabortivos".


Labre ainda sugere que as mercadorias do gênero encontradas em farmácias devem ser apreendidas e destruídas, condicionando o estabelecimento flagrado à interdição. Para ele, sua proposta “visa proteger a saúde da mulher, o consumidor de tais falácias e defender a vida desde a concepção”.


Ele também propõe veto total ao comércio, propaganda, distribuição ou doação de pílulas do dia seguinte, pílulas de progestógeno (as chamadas “minipílulas”), implantes anticoncepcionais e até mesmo do DIU (dispositivo intrauterino).


Na proposta, o deputado acusa o Ministério da Saúde de orientar o aborto até a quinta semana de gestação. Em resposta, o órgão reafirmou que suas orientações cumprem a legislação, na qual define que o aborto é permitido apenas em casos de estupro, risco à vida da mãe e anencefalia.


Márcio Labre é empresário, jornalista e é filiado ao Partido Social Liberal (PSL), o mesmo do presidente Jair Bolsonaro. O deputado é conhecido por suas posições fortemente conservadoras. Está em seu primeiro mandato na Câmara.

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