Novo secretário promete resolver déficit de professores na rede estadual

Segundo Estado, defasagem é de 2 mil vagas

Enviado Direto da Redação
 Fernandes foi candidato ao Governo do Rio pelo PDT e no returno apoiou o governador Wilson Witzel

Fernandes foi candidato ao Governo do Rio pelo PDT e no returno apoiou o governador Wilson Witzel

Foto: Divulgação

Quatro medidas prioritárias serão adotadas pela Secretaria de Educação no ensino na rede pública estadual. Segundo o secretário Pedro Fernandes, o foco atual está em reduzir o déficit de professores, recompor as equipes pedagógicas, construir novas escolas e qualificar professores. “Temos que pensar na melhoria da qualidade de ensino da rede como um todo. O Rio de Janeiro deveria estar protagonizando a qualidade de ensino no Brasil e hoje está na 18ª posição no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”, disse o secretário.

Com um déficit em salas de aula de cerca de 2 mil professores, o que representa menos 35 mil aulas sendo dadas mensalmente, Fernandes planeja contratar a hora extra dos profissionais que estão na rede.

“Isso garantirá a redução do déficit, que é maior nas disciplinas de Matemática e Português. Mas é claro que queremos reduzir o déficit em geral, mas estas matérias são prioridades porque são justamente as que são referência na prova do Ided”, explicou o político que também planeja recompor as equipes pedagógicas até o final do ano.

“Temos mais de 90% de nossas escolas sem equipe pedagógica completa e isso é grave. Por isso iniciamos um mutirão para poder aprovar processos de recomposição de equipes pedagógicas e revertermos esse quadro”, afirmou.

Também está nos planos da Secretaria de Educação a construção de escolas para oferta de vagas de ensino diurno. Segundo Pedro Fernandes, a pasta estadual já solicitou à Empresa de Obras Públicas (Emop) a abertura de processo licitatório para nove novas unidades de ensino.

“Esperamos até o final do ano já estar com a licitação de pelo menos 16 unidades. É muito grave uma criança de 14, 15 anos, que acabou de sair do 9º ano não ter a opção de estudar durante o dia. Só na Região Metropolitana III - que compreende as zonas Norte e Sul e o Centro - 89 escolas, de um total de 146, só funcionam à noite, e muitas delas estão em prédios compartilhados com a prefeitura”, finalizou.

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