Coordenadoria de Desaparecidos terá parceria da Polícia Civil

Iniciativa foi criada ontem no Palácio Guanabara pelo governador Wilson Witzel

Enviado Direto da Redação
As aulas acontecerão na Casa Paul Singer na Avenida Amaral Peixoto, no Centro da cidade. Mãe de lutador vai coordenar órgão

As aulas acontecerão na Casa Paul Singer na Avenida Amaral Peixoto, no Centro da cidade. Mãe de lutador vai coordenar órgão

Foto: Divulgação

A Coordenadoria de Desaparecidos, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, foi criada, ontem, no Palácio Guanabara, pelo governador Wilson Witzel e a secretária Fabiana Bentes.

Para estar à frente da coordenadoria, que dará suporte às famílias, foi escolhida a mãe do lutador de MMA Vitor Belfort, Jovita Belfort, que teve a filha, Priscila, desaparecida há 15 anos.

“A coordenadoria vai permitir que as políticas públicas voltadas para a melhoria das condições de investigação de desaparecidos sejam uma realidade. Vai integrar várias secretarias e ajudará o Instituto Felix Pacheco a estruturar a coleta do material genético junto às famílias, que hoje têm pessoas desaparecidas. Enfim, uma política pública que começa a ser estruturada a partir de hoje” afirmou o chefe do executivo fluminense.

A iniciativa, inédita no Estado do Rio, vai planejar e executar ações para consolidar um sistema estadual de referência na elaboração de políticas públicas e atendimento aos desaparecidos e suas famílias.

“Vamos lutar por um cadastro único e pela criação do Alerta Pri (nome em homenagem a Priscila Belfort), que será semelhante ao alerta Amber, dos Estados Unidos, que avisa quando uma pessoa some e divulga seus dados. A coordenação dará ferramentas para que as políticas públicas possam se estender pelos governos seguintes” comentou a secretária Fabiana Bentes.

Sobre a criação do sistema de alerta Pri, a secretária explicou que a ideia é firmar um acordo com as empresas de telefonia para que, a cada caso de desaparecimento, os celulares emitam o aviso.

Após o desaparecimento de Priscila, Jovita se mobilizou pela causa, o que levou à criação da primeira delegacia especializada, e passou a atuar junto à delegada titular Ellen Souto, com quem trabalhará em parceria. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) funciona na Cidade da Polícia.

“Tenho orgulho de ter contribuído com a campanha para a criação da primeira Delegacia de Desaparecidos, que hoje é um exemplo para o Brasil. Entre 80% e 90% dos casos são resolvidos anualmente”, afirmou Jovita.

A delegada Ellen Souto ressaltou a importância da elaboração de um cadastro nacional de desaparecidos, pois atualmente, além do Rio de Janeiro, apenas os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina contam com delegacias especializadas neste tema.

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