Curvas de Witzel e Paes indicam chances de virada no 2º turno
Última pesquisa Ibope divulgada mostrou queda de 60% das intenções de votos de Witzel para 56%

Um dia depois do debate da TV Globo, entre o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM) e o ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC), pelo segundo turno ao governo do Estado do Rio, análises de especialistas apontam que pelos números da última pesquisa Ibope, a se manterem as curvas de subida de Paes e de descida de Witzel, o ex-prefeito chegaria no domingo das eleições com uma vantagem de 52% a 48%.
A última pesquisa Ibope divulgada na noite de terça-feira, 23, mostrou que Wilson Witzel caía de 60% das intenções de votos para 56%, enquanto Eduardo Paes (DEM) crescia de 40% para 44%. A sondagem considera apenas os votos válidos, ou seja, excluindo brancos, nulos e eleitores que se declararam indecisos ou não souberam ainda em quem votar.
A projeção de crescimento do ex-prefeito Eduardo Paes aponta que ele chegaria ao empate nesse sábado com Witzel, ambos com 50% das intenções de votos, e se mantendo a tendência, venceria as eleições por 52% a 48%, no domingo.
Na pesquisa realizada pelo Ibope, nos votos totais, Wilson Witzel caiu de 51% para 48%, e Eduardo Paes subiu de 34% para 38%. O levantamento do Ibope apontou também que 11% dos eleitores pretendem anular o voto ou votar em branco. Os indecisos são 3% dos entrevistados.
Eduardo Paes aparece com rejeição de 46%, contra 22% de Wilson Witzel. A pesquisa ouviu 1.512 eleitores, entre a última sexta-feira e esta terça-feira, em 41 municípios - o registro no TSE é de BR-07484/2018 já no TRE, RJ-07513/2018. O nível de confiança é de 95%.
A margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais, para mais ou menos.
Já pela pesquisa Datafolha, publicada na noite de quinta-feira, a tendência de queda de Witzel é ainda maior, 10%, com a diferença dele para Paes sendo reduzida de 22% para 12%.
De acordo com o Datafolha, Witzel caiu de 61% das intenções de votos válidos para 56%. Já Eduardo Paes subiu de 39% para 44%. A diferença entre os dois, no dia da coleta de dados da pesquisa, seria de 12 pontos, mas se for levada em conta a margem de erro de três pontos, para mais ou para menos, pode ser de 6%.
Denúncias - Segundo reportagem da revista Veja, Wilson Witzel mantinha até pouco tempo relações íntimas com o advogado Luiz Carlos Cavalcanti Azenha, condenado a três anos de prisão por ajudar na tentativa de fuga do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha.
De acordo com a revista, Azenha participava da campanha de Witzel, mas foi afastado sem maiores explicações. Ao contrário do que o juiz afirma, de que o advogado era apenas um dos mais de 5 mil ex-alunos dele, Veja teve acesso a fotos e mensagens que comprovam a relação íntima entre os dois.
Luiz Carlos Azenha foi detido em 2011, quando descia a Rocinha dirigindo o seu carro com o traficante Nem escondido no porta-malas do veículo. De acordo com os agentes, Azenha teria oferecido suborno para ele o traficante não serem presos.
Conforme a revista, o advogado disse que logo depois do juiz Witzel deixar a magistratura para se filiar ao PSC, em fevereiro desse ano, ele teria, “em nome da amizade”, se tornado “uma espécie de coordenador da campanha”, responsável por organizar almoços e jantares, além de angariar doações para o PSC.
À Veja, Azenha admitiu que foi surpreendido, pelo então amigo Witzel, na reta final do primeiro turno, que teria bloqueado seu número no celular e mandado recados para que se afastasse da campanha e ficasse quieto. A revista cita declarações, entre aspas, do advogado: “Que eu ficasse quieto, que depois a gente conversava e que me daria um cargo no governo. Ele é pior do que o Nem”.
Em mensagens de whatsapp entre os dois, Azenha informa que Witzel havia sido elogiado num evento, depois de ir embora. O juiz responde: “Você me representa”.