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Presidenciáveis tem planos de governo distintos para a educação

Bolsonaro defende ensino a distância desde o fundamental

relogio min de leitura | Redação 26 de outubro de 2018 - 12:41
 Haddad que ampliação progressiva de recursos e Bolsonaro tem foco principal na educação básica
Haddad que ampliação progressiva de recursos e Bolsonaro tem foco principal na educação básica -

Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm planos bastante distintos para a educação. Para o candidato do PSL, uma das bandeiras principais é acabar com a “doutrinação e sexualização precoce”, enquanto o petista e ex-ministro da Educação defende o diálogo com a sociedade e as escolas como ambientes de criação e desenvolvimento da curiosidade.

Para Bolsonaro, o foco principal deve ser na educação básica, que vai desde a educação infantil ao ensino médio. Ele ressalta que é possível fazer mais com os atuais recursos investidos em educação.

Já Haddad, quer a ampliação progressiva de recursos para educação e convênios com estados e municípios para que o governo federal se responsabilize por escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade.

Apesar de a maior parte das escolas brasileiras estarem sob administração de estados e municípios, o governo federal é responsável por diversas políticas públicas, como transporte, merenda, ensino integral e, inclusive, por parte do financiamento da educação básica. Além disso, é responsável por universidades e institutos federais. Cabe também ao governo traçar políticas públicas de impacto nacional.

Propostas para cada segmento

Educação infantil

- Não consta no plano de governo de Bolsonaro medidas específicas para essa etapa do ensino. No plano Haddad, o candidato diz que retomará intensamente a colaboração com municípios para ampliação com qualidade das vagas em creches, além de fortalecer as políticas voltadas para a pré-escola.

Ensino fundamental - Em entrevista durante a campanha, Bolsonaro defendeu o ensino a distância desde o ensino fundamental. Atualmente, nessa etapa, o estudante só pode estudar desta forma em casos emergenciais, como por motivos de saúde. No plano de Haddad, está previsto a implantação de uma “forte política nacional de alfabetização, no âmbito do ensino fundamental, em colaboração com estados e municípios, reconhecendo as diferentes necessidades dos educandos”. Outra proposta é promover a inclusão digital e tecnológica dos alunos desde o primeiro ano do ensino fundamental, além de investimento na ampliação da oferta de educação de tempo integral, sobretudo nas regiões mais vulneráveis.

Ensino médio - No plano de governo de Bolsonaro não constam medidas específicas para o ensino médio. O plano diz apenas que a prioridade inicial precisa ser a educação básica e o ensino médio/técnico. Haddad pretende, se eleito, revogar a reforma do ensino médio aprovada no governo de Michel Temer. Para a etapa, o candidato quer educação integral inspirada nos institutos federais, que permitam o acesso ao estudo do português e da matemática, aos fundamentos das ciências, da filosofia, da sociologia e das artes, à educação física, à tecnologia, à pesquisa, em integração e articulação com a formação técnica e profissional.

Ensino superior - Em entrevistas, Bolsonaro defendeu a diminuição das cotas raciais em universidades e concursos públicos. Segundo Haddad, universidades e institutos federais serão fortalecidos, interiorizados e expandidos “com qualidade e financiamento permanente”.

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