‘Obras vão sair do papel em ambiente sem corrupção', diz candidato Marcelo Trindade
Professora de história, Carmem Migueles, é a vice de Trindade

Por Dayse Alvarenga e Rennan Rebello
O advogado Marcelo Trindade, de 53 anos, foi a escolha do Partido Novo para a disputa do Governo do Rio. Trindade tem como vice, a professora de História, Carmem Migueles. O candidato não acredita que a Linha 3 do metrô, em São Gonçalo, possa ser construída pelo poder público. “Essas obras mudariam a história da Região Metropolitana mas só vão sair do papel em um ambiente saudável para negócios, sem corrupção, para atrair grandes investidores”.
O SÃO GONÇALO - O senhor vai retomar as obras do Hospital da Mãe, em São Gonçalo ou tem outro projeto de saúde para o local? Em quanto tempo, a unidade estará em funcionamento caso as obras sejam retomadas?
MARCELO TRINDADE - Esse hospital, no Colubandê, está no esqueleto e em deterioração. O governo prometeu entregá-lo em 2013, com 40 quartos. Já consumiu R$ 40 milhões, mas tudo está entregue às baratas. Não há prejuízo maior para a população do que começar uma obra e abandoná-la. Nosso compromisso é o de concluir as obras que foram começadas e abandonadas, antes de começar novas obras.
OSG - Qual a sua estratégia para melhorar a qualidade do ensino na rede pública estadual?
TRINDADE - O Rio tem uma das maiores taxas de defasagem entre a idade do aluno e a série que ele deveria estar cursando. Vamos reduzir o abandono escolar, garantir mais de 80 mil vagas que faltam ao ensino médio e adotar um sistema, com ajuda da iniciativa privada, de premiar o aluno que concluir cada ano do segmento. A escola precisa ser mais moderna atraente para o jovem.
OSG - Qual a possibilidade, em seu eventual governo, de iniciar e concluir a tão sonhada linha 3 do metrô? Uma linha de barcas ligando São Gonçalo ao Rio também faz parte do seu plano de governo? Por quê?
TRINDADE - A população precisa desconfiar do político que prometer fazer tudo isso só com recursos do Estado, que está falido. Essas obras mudariam a história da Região Metropolitana, iriam gerar emprego, melhorar a vida e desenvolver o estado, mas só vão sair do papel em um ambiente saudável para negócios, sem corrupção, com regras claras, para atrair grandes investidores.
OSG - Como o senhor vai fazer para recuperar a economia do Estado?
TRINDADE - Terei tolerância zero com a corrupção e não haverá indicações políticas de incompetentes para cargos de confiança. Foi isso que quebrou o Rio. A população precisa de governante que dê exemplo de honestidade e tenha coragem para cortar privilégios e enxugar o que precisa ser enxugado na máquina pública. Precisamos atrair a confiança das empresas privadas. São elas que geram riqueza e empregos.
OSG -Como o senhor pensa ser possível reduzir os altos índices de violência no estado do Rio?
TRINDADE - O estado teve 10 comandantes da PM em 10 anos. Se fosse uma empresa, teria quebrado. Como estado, fracassou. O comando das polícias precisa ser estável para cumprir metas de redução de crimes. Vamos apostar na tecnologia para a Polícia Civil produzir provas e manter os bandidos na cadeia. Na prisão, eles precisam trabalhar e estudar. A receita é simples, mas é preciso ter coragem.