Marina Silva quer promover políticas de inclusão e oportunidades
Ex-senadora tem como vice o médico Eduardo Jorge

A professora de História, Marina Silva, de 60 anos, ex-senadora da República eleita pelo estado do Acre e fundadora da Rede Sustentabilidade tenta pela quarta vez ser eleita presidente do Brasil. Desta vez, Marina tem como vice o médico Eduardo Jorge, de seu ex-partido, o PV. Além do aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS), uma das prioridades do plano de governo de Marina, também há propostas como medidas de prevenção à violência contra a mulher e políticas governamentais de combate ao racismo através de ações afirmativas e geração de emprego e renda.
O SÃO GONÇALO - A senhora é a favor ou contra as reformas trabalhista e da Previdência? Por que? Em caso de ser eleito, qual a possibilidade de uma revisão da reforma trabalhista já aprovada?
MARINA SILVA - Apresentaremos no início de nosso governo uma proposta de reforma da Previdência que inclua a definição de idade mínima para aposentadoria, seguindo uma tendência mundial, com prazo de transição que não prejudique quem está prestes a se aposentar; eliminação dos privilégios de beneficiários do Regime Próprio de Previdência Social que ingressaram antes de 2003 e um processo de transição para sistema misto de contribuição e capitalização, a ser implementado com responsabilidade do ponto de vista fiscal.
OSG - O que a senhora fará, caso eleita, para combater a violência contra a mulher e o racismo?
MARINA - Em parceria com Estados e Municípios, promoveremos a ampliação das políticas de prevenção à violência contra a mulher, o combate ao feminicídio e a qualificação da rede de atendimento às vítimas. O tráfico interno e internacional de pessoas, bem como o turismo sexual, que atingem majoritariamente as mulheres, serão enfrentados com rigor. E para a garantia dos direitos da população negra e enfrentamento do racismo, serão mantidas ações afirmativas e de promoção da equidade que visem ampliar o acesso à educação superior e à terra e territórios. Promoveremos políticas de inclusão, de igualdade de oportunidades e de remuneração no mercado de trabalho.
OSG - Como é possível melhorar a qualidade de saúde pública?
MARINA - Pretendo, se for eleita, fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), que é o maior programa de assistência gratuita e universal do mundo. Uma política muito bem desenhada, mas sobrecarregada pelas características de um país de dimensões continentais e desigual. Os altos índices de doenças infecciosas e de mortes por causas violenta, somam-se atualmente ao avanço das doenças crônicas decorrentes do envelhecimento da população.
OSG - Em um seu eventual governo, qual a estratégia para fiscalizar a aplicação dos recursos federais de forma correta por estados e municípios na área da educação?
MARINA - O Brasil não pode continuar negligenciando sua educação básica. Nosso governo atuará ao lado de Estados e Municípios, de forma coordenada, regulamentando o Sistema Nacional de Educação, de forma a garantir assistência técnica e financeira e tendo como uma das ações prioritárias o estabelecimento de padrões nacionais de qualidade, da creche ao ensino médio, técnico e profissional.
OSG - Qual a possibilidade, se for eleita, do governo federal liberar recursos para implantação do metrô em São Gonçalo?
A reportagem de OSG não obteve resposta da candidata Marina sobre esse tema até o fechamento desta edição.