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Romário promete transformar o Estado em referência para os deficientes

Candidato mencionou questões de acessibilidade precária

relogio min de leitura | Redação 25 de agosto de 2018 - 09:47
 O candidato do Podemos visitou, nesta sexta-feira, instalações da Pestalozzi, em Pendotiba
O candidato do Podemos visitou, nesta sexta-feira, instalações da Pestalozzi, em Pendotiba -


Em visita à Associação Pestalozzi, em Niterói, o candidato ao Governo do Estado, Romário, da coligação “A Força Que Vem do Povo” (Podemos, Rede, PR e PPL), afirmou que quer fazer do Rio de Janeiro um estado referência na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

“Vamos fazer valer as leis que já existem. Depois da LBI, que é a Lei Brasileira de Inclusão, houve muitos avanços para as pessoas com deficiência e doenças raras. Existe a lei que obriga empresas de 100 a 200 funcionários, por exemplo, a terem 2% de pessoas com algum tipo de deficiência. Se a empresa tiver 400 funcionários, esse índice aumenta para 4%. Isso infelizmente no estado não acontece. A gente sabe que as empresas não cumprem”, explicou.

Romário disse ainda que pretende melhorar a questão da acessibilidade, ainda muito precária no Rio de Janeiro.

 “Outra questão é a acessibilidade. A gente sabe que muitos cadeirantes, obesos mórbidos e deficientes visuais têm dificuldade em andar na nossa cidade, em usar os transportes públicos. A gente fará modificações nos prédios públicos e nos transportes. Acredito que está na hora de o poder público olhar diferente para esse segmento. Estou nessa luta há 13 anos, depois que minha filha (Ivy) nasceu”, argumentou Romário prometendo atenção especial em relação a este segmento da população.

“Como governador tenho a obrigação de fazer com que o Rio de Janeiro seja um estado de excelência em relação à respeitabilidade, empregabilidade e ajudar a colocar definitivamente essas pessoas no seu devido lugar e dar a elas o seu devido valor”, discursou.

O estado do Rio de Janeiro tem atualmente 3,9 milhões de pessoas com deficiência, representando cerca de 24% da população.

“Não estamos falando de pouca gente. Vamos ter no Rio de Janeiro um Centro de Excelência especializado em acompanhamento e tratamento para pessoas com deficiência. Meu governo também vai rever os contratos com associações e entidades que atendem pessoas com deficiência para ver como o governo pode melhorá-los”, disse.

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