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Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, visitou estaleiro em São Gonçalo

O parlamentar fez um balanço de seu trabalho à frente da Câmara

relogio min de leitura | Redação 21 de agosto de 2018 - 10:08
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia em visita o Estaleiro São Miguel, no Gradim, em SG
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia em visita o Estaleiro São Miguel, no Gradim, em SG -

Por: Thuany Dossares

‘O Estado do Rio estava falido e conseguimos reverter isso’

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), visitou ontem o Estaleiro São Miguel, no Gradim, em São Gonçalo. Em entrevista a O SÃO GONÇALO, Rodrigo - que está há 20 anos na política, desde 1998 - fez um balanço de seu trabalho à frente da Câmara e destacou alguns projetos que trouxeram benefícios para o Estado do Rio, como o de recuperação financeira. Candidato à reeleição, Maia comemorou a aprovação de plano de ajuda à Petrobras para estimular a geração de empregos.

O SÃO GONÇALO - O senhor está há vários mandatos na Câmara, mas pela primeira vez como presidente. Qual avaliação que faz desse período?

RODRIGO MAIA - Assumi num momento muito difícil da política nacional, muitas crises. Acredito que a gente tenha conseguido criar um mínimo de pacificação para que a Câmara pudesse aprovar projetos importantes na área de segurança pública, na econômica, nos direitos da mulher. Num momento com conflitos, conseguimos colocar todos os partidos na mesa e todos dialogaram por melhorias.

OSG - O quanto acha que melhorou sua atuação parlamentar após se tornar presidente da Câmara?

MAIA - Ser presidente me deu uma possibilidade maior de pautar os temas que eu defendo, principalmente no Estado do Rio. O Rio estava praticamente falido e nós aprovamos o projeto de recuperação das contas do Estado. Então, claro que como presidente, além de projetos nacionais de importância na área de segurança pública e economia, consegui também minimamente a retomada do crescimento do nosso estado.

OSG - Quais projetos de sua autoria que considera mais importantes à frente da Câmara?

MAIA - Conseguimos bastante coisa. A expectativa passada era pagar oito meses de salário dos servidores, com a votação da recuperação das contas, conseguimos pagar todos os salários em dia. O 13º salário tinha ficado atrasado e com uma outra lei que tínhamos aprovado, que é do pagamento de royalties de petróleo, nós conseguimos arrecadar R$ 3 bilhões e isso permitiu colocarmos em dia também o 13º.

OSG - Qual a conquista você considera a mais importante para o Estado do Rio?

MAIA - O que de melhor fizemos foi ajudar o Estado do Rio. Não só eu, a bancada toda. Mas conseguimos reorganizar as contas do estado e oferecer recursos para os municípios.

OSG - O que considera mais importante em seus mandatos para as cidades da região? O que mais pretende conseguir para essas cidades?

MAIA - Nós ajudamos na aprovação da intervenção federal. Em cima da intervenção, o governo federal colocou R$ 1 bilhão para a Segurança Pública do Estado, que a Câmara ajudou com R$ 200 milhões, que ‘cortamos’ de outros gastos. Acho que isso foi muito importante para essa região, que tem sofrido muito com esse tema da segurança pública. Temos ajudado todos os prefeitos da região, menos o de Niterói, já que por ter uma situação financeira melhor, precisa de menos suporte financeiro. E Estamos olhando também para a indústria naval, porque é um setor que gera muitos empregos e que é muito importante para essa região de São Gonçalo e Itaboraí.

OSG - Quais são projetos para o próximo mandato?

MAIA - Estamos trabalhando junto com ministros do Supremo para a aprovação de um projeto de enfrentamento ao combate ao crime organizado. Um projeto que muda a progressão de pena de um sexto para metade, para que o bandido saiba que haverá punição. Além disso, estamos vendo uma forma para ajudar a Petrobrás. A Câmara já aprovou o projeto para liberar a venda de uma reserva de petróleo de 15 bilhões de barris, que são sete bilhões da Petrobras e oito da União. Os recursos obtidos com isso vão resolver o endividamento da Petrobras e resolvendo isso, a Petrobras volta a ter condições de investir no setor naval. A expectativa é da geração de 500 mil empregos.

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