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Projeto da UFF quer melhorar condições de cuidado aos pacientes do SUS

A implantação está prevista para novembro de 2019

relogio min de leitura | Redação 30 de julho de 2018 - 11:53
Projeto prevê a transformação de parte de hospital em uma unidade de cuidados intermediários
Projeto prevê a transformação de parte de hospital em uma unidade de cuidados intermediários -

Um projeto de extensão pioneiro da Universidade Federal Fluminense (UFF) vai inaugurar, até novembro de 2019, um serviço de assistência para melhorar as condições de cuidado dos pacientes do sistema público de saúde. Coordenado pelo professor do Instituto de Saúde Coletiva da UFF, Túlio Batista Franco, em parceria com a Agência Sanitária e Social da região de Emilia-Romagna, na Itália, e o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, o projeto prevê a transformação de parte do hospital municipal Carlos Tortelly, no bairro Fátima, em Niterói, que tem média de ocupação de apenas 35%, em uma “unidade de cuidados intermediários”.

Segundo a diretora da Escola de Enfermagem da UFF, Ana Abrahão, que integra o grupo operativo dentro da universidade responsável pelo projeto, essa unidade seria “um serviço de cuidado ‘localizado’ entre a Atenção Básica e os hospitais. Ou seja, um ponto de apoio às atividades desenvolvidas na Atenção Básica, na qual não se faz necessária a assistência hospitalar ou paliativa, ordenando um novo fluxo de ações preventivas no interior das redes de atenção à saúde”.

O serviço, pioneiro no sistema de saúde público da cidade, é direcionado a pessoas em condições crônicas que agudizaram os sintomas e não têm possibilidade de serem assistidas em domicílio, a exemplo dos hipertensos, e/ou àquelas que tiveram alta hospitalar, mas não têm autonomia, como as pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral e estão com algum comprometimento motor.

Dessa forma, explica o professor Túlio Franco, “evita-se uma internação desnecessária nos hospitais comuns, que atualmente não têm condições adequadas para o tratamento e acompanhamento de pacientes com esse perfil”.

Diferentemente dos hospitais tradicionais, a unidade fará uso basicamente de tecnologias leves, voltadas para a reabilitação, com baixo custo e alta eficácia, e sem qualquer procedimento invasivo.

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