Vereador Giordano se considera uma alternativa para recuperar o Estado
Parlamentar tem 53 leis em vigor em um mandato e meio

Por Elena Wesley
Recordista em produtividade na Câmara de Niterói com 53 leis em vigor em um mandato e meio, entre eles a regulamentação de ambulantes, o vereador Leonardo Giordano se considera uma alternativa para resgatar as esperanças do cidadão fluminense diante da crise enfrentada pelo Estado do Rio de Janeiro.
Aos 38 anos, o parlamentar do PCdoB acredita que a sua pré-candidatura ao Governo seja uma alternativa real de renovação na política e uma chance ao eleitor para interromper a manutenção dos “medalhões’. Em meio a uma longa lista de nomes, Giordano salientou durante entrevista, em visita à redação de O SÃO GONÇALO na última semana, que a renovação não tem, obrigatoriamente, relação com a idade.
“Não é somente pela idade, mas pelas ideias. Alguns candidatos podem ser jovens, porém representam a continuidade de grandes ‘medalhões’, daqueles que nos deixaram na situação atual. E acredito que nenhum cidadão aguente mais quatro anos assim”, destacou Giordano.
Questionado quanto ao desafio de gerir um Estado quebrado, o vereador argumenta que resgatar as contas a partir da geração de empregos e desenvolvimento é o caminho para voltar a investir em saúde, educação e segurança. Para ele, é necessário revogar o acordo firmado com o governo federal para ter acesso aos recursos garantidos pela Lei Kandir.
“Impossibilitado de tachar ICMS sobre o petróleo, nosso principal produto, o Governo do Estado poderia exigir da União o cumprimento da Lei Kandir, que nos liberaria R$60 bilhões, o suficiente para pagar a crise. Contudo, ao assinar o regime de recuperação fiscal, Pezão abriu mão desse direito e ainda acumulou uma nova dívida: o governo federal nos ajuda por três anos, renovados por mais três, porém teremos que pagar tudo ao término. Apenas adiamos a dívida e com a Cedae como garantia a preço de banana. Nenhum proprietário de bar ou salão de beleza vende o estabelecimento por um mês de lucro para pagar uma dívida. É isso o que o Rio tem feito, aceitado a perda de postos de trabalho de braços cruzados, ao contrário de estados como Bahia e Espírito Santo, que forçaram a Petrobras a encontrar alternativas para impedir demissões em massa”, argumentou Giordano.