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Desemprego sobe em 2018

Taxa subiu para 13% no primeiro trimestre do ano

relogio min de leitura | Redação 30 de abril de 2018 - 10:31
País perdeu pelo menos 408 mil pessoas que trabalhavam de carteira assinada no primeiro trimestre
País perdeu pelo menos 408 mil pessoas que trabalhavam de carteira assinada no primeiro trimestre -

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 13,1% no primeiro trimestre do ano. No último trimestre de 2017, atingiu 11,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março de 2017, o desemprego havia sido de 13,7%.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta semana pelo IBGE. O aumento na porcentagem representa um total de 13,7 milhões de desempregados, um aumento de 11,2% em relação ao trimestre anterior, quando foram identificados 12,3 milhões de brasileiros sem renda de trabalho fixa.

A população ocupada, composta por 90,6 milhões caiu 1,7% em relação ao último trimestre do ano passado, quando registrava 92,1 milhões, porém cresceu 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2017, período no qual 88,9 milhões estavam ocupados.

Com isso, o nível de ocupação chegou a 53,6%, abaixo dos 54,5% do trimestre anterior, mas acima dos 53,1% do primeiro trimestre de 2017.

Trabalho formal - O número de empregados com carteira de trabalho assinada atingiu 32,9 milhões de pessoas, queda de 1,2% (408 mil pessoas) em comparação ao trimestre anterior e de 1,5% (menos 493 mil pessoas) em relação ao primeiro trimestre de 2017.

Já o número de empregados sem carteira assinada ficou em 10,7 milhões de pessoas, uma redução de 402 mil pessoas ante ao último trimestre de 2017, mas uma alta de 5,2% de 533 mil pessoas em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Setores - Metade das dez atividades pesquisados tiveram queda na população ocupada em comparação ao último trimestre de 2017, com destaque para a construção, cujos ocupados recuaram 5,6%, o que significa uma perda de 389 mil postos de trabalho. A outra metade se manteve estável. O setor teve queda de 4,1% em relação a janeiro, fevereiro e março de 2017.

Renda - O rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro foi de R$2,1 mil no primeiro trimestre deste ano, relativamente estável tanto em relação ao último trimestre do ano passado quanto na comparação com o primeiro trimestre daquele ano.

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