Ministro da Fazenda deixa cargo para concorrer às eleições
Meirelles divulgou sua saída no final desta sexta-feira

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou, ontem à tarde, que deixará a pasta para disputar as eleições de outubro. Filiado ao MDB no início desta semana, ele não informou a qual cargo pretende concorrer.Como o prazo para desincompatibilização de candidatos às eleições deste ano terminou nesta sexta, seis meses antes do primeiro turno, a exoneração de Meirelles foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial.
“Encerro um ciclo importante da minha vida. Sempre me coloquei a serviço do Brasil, independentemente do partido no governo. Tive o prazer de ajudar o país a sair de crises econômicas sérias em dois momentos”, declarou Meirelles.
O ministro também defendeu a sua gestão. “Tivemos a coragem de submeter o Brasil às decisões econômicas corretas. A inflação está nos níveis mais baixos da história, a recessão foi superada e começamos a criar empregos”, acrescentou.
O secretário executivo da pasta, Eduardo Guardia, assume o comando da Fazenda. Segundo Meirelles, Guardia tem o aval do presidente Temer para continuar o trabalho de ajuste fiscal. Presidente do Banco Central de 2003 a 2010, Meirelles assumiu o Ministério da Fazenda em maio de 2016, assim que Temer chegou ao Palácio do Planalto.
No comando da área econômica, o ministro conseguiu a aprovação do teto federal de gastos e participou da elaboração e das negociações para a aprovação da reforma trabalhista. Durante a gestão, Meirelles também anunciou o aumento de tributos sobre combustíveis para reequilibrar as contas públicas.
Meirelles, no entanto, teve derrotas, como o adiamento da votação da reforma da Previdência.Outra derrota do ministro foi a derrubada, por meio de liminar do Supremo Tribunal Federal, da medida provisória que adiava, por um ano, o reajuste aos servidores federais.
Outras exonerações são publicadas
O Diário Oficial da União de ontem publicou a exoneração de ministros do governo do presidente Michel Temer que deixam o cargo para se candidatar nas eleições de outubro.
A lei eleitoral prevê que os ministros que quiserem concorrer nas eleições têm até hoje para deixar os cargos, na chamada desincompatibilização.
Foram exonerados o ministro do Turismo, Marx Beltrão; da Educação, Mendonça Filho; do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho; do Esporte, Leonardo Picciani; e do Meio Ambiente, José Sarney Filho. A exceção entre os ministros exonerados nesta sexta-feira é Dyogo Oliveira, que não vai se candidatar a cargo eletivo e deixa o Ministério do Planejamento para assumir a presidência do Banco do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).