Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

STF julga amanhã habeas corpus que pode evitar a prisão de Lula

Ex-presidente foi condenado em segunda instância no caso do triplex do Guarujá

relogio min de leitura | Redação 03 de abril de 2018 - 10:37
Voto de Rosa Weber é considerado decisivo entre os 11 ministros
Voto de Rosa Weber é considerado decisivo entre os 11 ministros -

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar amanhã o habeas corpus preventivo com o qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer evitar sua prisão após condenação pela segunda instância da Justiça Federal, no caso do triplex do Guarujá (SP).

Os 11 ministros que compõem a Corte devem agora entrar no mérito do pedido de liberdade de Lula, que não foi abordado no julgamento iniciado em 22 de março, quando o ex-presidente ainda tinha um recurso pendente de julgamento no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre.

As cinco horas da sessão plenária daquele primeiro dia de julgamento foram dedicadas somente à discussão sobre o cabimento ou não do habeas corpus de Lula, que acabou sendo aceito por sete votos a quatro.

Na ocasião, foi concedida, por seis votos a cinco, uma liminar ao ex-presidente para garantir sua liberdade até a análise final do habeas corpus, marcada para esta quarta-feira.

Discussão de mérito - Ao entrar no mérito, a questão de fundo a ser discutida pelo plenário do Supremo será a possibilidade de execução provisória de pena por condenado em segunda instância, mesmo que ainda existam recursos contra a condenação pendentes de análise em tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou o próprio STF.

Cinco ministros defendem e aplicam monocraticamente a tese de que condenados em segunda instância só devem começar a cumprir pena após o trânsito em julgado, quando se encerram todos os recursos possíveis. Os outros cinco ministros têm até agora se posicionado a favor de que o condenado possa ser preso quando se esgotam as apelações em segunda instância.

Matérias Relacionadas