Temer cogitou afastamento de Pezão
Para o Presidente, se a ação falhar o governo falhou

O presidente Michel Temer disse, ontem, que se a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro não der certo, o governo não deu certo. Temer também disse que o governo federal chegou a cogitar uma intervenção total no Rio de Janeiro. Mas, segundo o presidente, a medida era “muito radical” e, por isso, foi descartada. “Se não der certo, não deu certo o governo, porque o comandante supremo das Forças Armadas é o presidente da República. De modo que as Forças Armadas nada mais fizeram do que obedecer o comando do seu comandante supremo. Se não der certo, foi o governo que errou, não foram as Forças Armadas”, disse.
Temer explicou que em uma intervenção total o governador pode ser afastado. “Isso foi cogitado num primeiro momento, mas logo afastei a ideia porque seria uma coisa muito radical e logo refutei. E refutando ficamos com a conclusão de que deveríamos intervir na área da segurança pública e no sistema penitenciário”. Temer disse que ele e ministros conversaram com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que concordou com a intervenção na área de segurança pública. O presidente destacou que não se trata de uma intervenção militar, mas sim civil. “É uma intervenção civil, administrativa, com a presença dos militares”.
Questionado diretamente se pretende ser candidato à reeleição no pleito de outubro, Temer negou. “Não. Tenho dito reiteradamente, em política, as circunstâncias ditam a conduta e as circunstâncias atuais ditam a minha conduta. Eu não sou candidato”, disse o presidente, acrescentando que não haverá criação de um imposto para financiar a área de segurança pública.