Ministra se reúne com presidente do TRF para discutir segurança no julgamento do Lula

Desembargadores estariam recebendo ameaças

Escrito por Redação 19/01/2018 13:25, atualizado em 16/01/2018 11:42
>> A presidente do STF, ministra Cármem Lúcia (esq.) recebeu ontem o desenbargador Thompson Flores, presidente do Tribunal Regional Federal
>> A presidente do STF, ministra Cármem Lúcia (esq.) recebeu ontem o desenbargador Thompson Flores, presidente do Tribunal Regional Federal . Foto: Divulgação


O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Thompson Flores, se encontrou hoje com a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir providências sobre ameaças recebidas pelos desembargadores que julgarão, no próximo dia 24, em Porto Alegre, o recurso contra a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Thompson Flores deixou o STF sem falar com a imprensa, após uma reunião de pouco mais de uma hora com Cármen Lúcia, que preside também o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que tem um departamento para cuidar da segurança de magistrados.


No início de janeiro, Thompson Flores enviou ofício à Cármen Lúcia e a outros órgãos, como a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF), para que fossem investigadas as ameaças recebidas pela internet e por telefone, direcionadas ao TRF4 e aos três desembargadores que julgarão o recurso de Lula: João Gebran Neto, relator; Victor Laus e Leandro Paulsen.


Na semana passada, o presidente do TRF4 assinou uma portaria suspendendo o expediente e dispensando funcionários de comparecem ao Tribunal no dia do julgamento de Lula. Preocupado com a segurança, ele também se reuniu com deputados do PT, a quem pediu cooperação para manter pacíficas as manifestações previstas em Porto Alegre, onde fica a sede da corte recursal.


Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, da primeira instância da Justiça Federal, em julho do ano passado, a nove anos e meio de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente foi acusado de receber propina da empreiteira OAS na forma de um apartamento triplex no Guarujá (SP), em troca de favorecimentos em contratos na Petrobras.




Gostou da matéria?
Compartilhe!

Veja também

Mais lidas