Brasil tem 12 mil vagas a menos em mês de Reforma Trabalhista
Redução em comparação ao mês anterior

O saldo de empregos formais no Brasil em novembro ficou negativo, com redução de 12.292 vagas. Em relação a outubro, houve redução de 0,03%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho. Os dados já consideram as novas formas de contratação estabelecidas na reforma trabalhista.
Demissão - Horas depois da divulgação dos números negativos, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB), pediu demissão, após reunião com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto.
A reunião não estava na agenda de Temer, mas foi incluída após o Planalto confirmar que Nogueira havia pedido demissão. O deputado federal licenciado alegou ter pedido demissão por razões pessoais e que pretende se dedicar à campanha para reeleição.
O PTB indicou o nome do deputado federal Pedro Fernandes, do Maranhão para a vaga do ministro.
O resultado de novembro considera 1.111.798 de admissões contra 1.124.090 de desligamentos. Nos últimos 12 meses, o saldo é negativo, com redução de 178.528 postos de trabalho, uma retração de 0,46%.
O setor de comércio registrou saldo positivo, com a criação de mais de 68 mil vagas. Segundo o Ministério do Trabalho, as festas de fim de ano, que aqueceram as vendas, foram o motivo desse resultado.
A região que mais criou vagas formais em novembro foi a Sul, com 15.181 postos. A Região Nordeste abriu 3.758 vagas. As demais regiões registraram saldo negativo: Sudeste (-16.421), Centro Oeste (-14.412) e Norte (-398).
Em novembro, o salário médio de admissão no país ficou em R$ 1.470,08, enquanto o de demissão foi de R$ 1.675,58. Na comparação com outubro, houve aumento de 0,39% no salário de contratação e de 0,02% no de demissão.
A projeção do Ministério do Trabalho é que em 2018, com o crescimento da economia em 3%, devem ser criados 1.781.930 empregos formais até o fim do ano, na comparação com o mesmo período de 2017.