Família de Jorge Picciani é alvo da Operação Cadeia Velha
Desdobramento da 'Lava-Jato'

Alvos da Operação Cadeia Velha, o empresário Felipe Picciani, foi preso, e seu pai, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, conduzido coercitivamente pela Polícia Federal, na manhã de ontem.
Desdobramento da ‘Lava-Jato’, a operação ‘Cadeia Velha’, do Ministério Público Federal em conjunto com a Receita Federal e a PF, investiga, ainda, os deputados estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi, ambos do PMDB, e outras dez pessoas por corrupção e outros crimes envolvendo a Alerj.
Relator dos processos, o desembargador federal Abel Gomes ordenou as conduções coercitivas dos parlamentares, seis prisões preventivas e quatro temporárias e buscas e apreensões nos endereços de 14 pessoas físicas e sete pessoas jurídicas. A condução coercitiva dos deputados foi ordenada como alternativa inicial à prisão deles.
Os investigados com prisão preventiva decretada são os empresários Lélis Teixeira, Jacob Barata Filho e José Carlos Lavouras, investigados na Operação ‘Ponto Final’, além de Jorge Luiz Ribeiro, Carlos Cesar da Costa Pereira e Andreia Cardoso do Nascimento.
Os presos temporários são Felipe Picciani, Ana Claudia Jaccoub, Marcia Rocha Schalcher de Almeida e Fabio Cardoso do Nascimento. As investigações apontaram que o presidente da Alerj, Jorge Picciani, seu antecessor, Paulo Melo, e o segundo vice-presidente, Edson Albertassi, formam uma organização integrada ainda pelo ex-governador Sérgio Cabral e que vem se estruturando desde a década de 1990.
Três frentes que deram base a petição do MPF: os repasses da Fetranspor para deputados; os recursos da Federação para uma conta de Cabral e sua partilha com Picciani e Melo; e as doações da construtora Odebrecht a políticos, depois declaradas em acordos de colaboração já homologados.
Jorge Picciani divulgou nota oficial, em que se defende das acusações e também aponta seu filho como inocente.