Leilão de imóveis da Varig para indenizar empregados
Desde 2012 os ativos estão sendo leiloados para o pagamento de credores

Durante reunião de CPI, deputado anuncia leilão de imóveis da Varig para indenizar empregados
Até o final deste ano, 34 imóveis da Varig serão leiloados e o valor arrecadado será dividido entre os ex-funcionários da empresa. A informação foi divulgada pelo gestor judicial da Flex Nordeste Linhas Aéreas, companhia que herdou as dívidas da Varig, Jaime Nader Canha, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro que investiga os desdobramentos da recuperação judicial e da falência da Varig.
Desde 2012 os ativos da empresa, entre eles imóveis e obras de arte, estão sendo leiloados para o pagamento de credores. Jaime Canha informou que ao todo, a Varig tinha 155 móveis para serem leiloados. Desses, 96 já foram vendidos e 25 ainda estão em processo de reconhecimento.
“Até o momento, já foram arrecadados R$ 103 milhões com os leilões”, informou. Porém, segundo Canha, para pagar todas as dívidas trabalhistas dos credores da Varig, seria necessário cerca de R$ 1 bilhão.
“Esse valor seria o suficiente para pagar pelo menos o mínimo judicial de 150 salários mínimos para cada credor. Mas sabemos que têm trabalhadores que teriam que receber cerca de R$ 500 mil de indenização. Então se todos fossem receber o valor correto, esse montante seria ainda maior, ultrapassando R$ 1 bilhão”, esclareceu.
O gestor judicial da Flex também foi questionado sobre sua proximidade com o juiz titular da 1ª Vara Empresarial da capital, responsável pela falência da empresa, Luiz Roberto Ayoub. Canha foi nomeado gestor da Flex em novembro de 2010, pela juíza Márcia Cunha, que trabalhava na mesma vara empresarial que Ayoub.
O gestor declarou que tinha uma relação de proximidade com o juiz, mas não houve influência na escolha do nome dele para o cargo.
“Conheço o Ayoub, mas fui nomeado pelo meu histórico profissional”, declarou.
O presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PSol), questionou o tipo de proximidade que o gestor mantinha com o juiz. Em resposta, Canha disse que se encontrava com Ayoub somente uma vez ao ano.