Pezão fará reforma administrativa para extinguir estatais antigas
Acordo também prevê demissão voluntária

O governador do Rio Luiz Fernando Pezão anunciou que pretende fazer uma grande reforma administrativa para extinguir estatais que ainda existem no Rio, mas deixaram de ter função na prática, já que os serviços foram privatizados, como a operação do metrô, dos trens e das barcas e o fornecimento de gás. Para tanto, o acordo de recuperação fiscal, firmado na última terça-feira em Brasília, prevê plano de demissão voluntária para servidores de tais empresas.
“Um dos primeiros estados a privatizar quase todas as empresas foi o Rio de Janeiro. Do metrô, do trem, das barcas, do gás. Privatizou tudo. E, infelizmente, o Banerj, cujas atividades foram encerradas em 2004 deixou uma série de empresas que eram para ter sido extintas com esses recursos. Deixaram as empresas aí até hoje, com seus tíquetes-refeição, com seus aumentos, com tudo. E a gente tem uma série de ações trabalhistas dos funcionários dessas empresas que já não prestam mais serviços ao estado, que nós vamos juntar e fazer um plano de demissão voluntária”, explicou Pezão.
Segundo Pezão, a equipe econômica do governo federal atendeu ao pedido do estado para liberar uma linha de financiamento para esse fim.
“Não tem cabimento o estado ter empresas onde ele já não opera mais o metrô, o trem, a barca – só aumenta os nossos custos. São essas empresas que a gente quer extinguir. Vamos fazer uma grande reforma administrativa dessas empresas. Eu não posso demitir funcionário ativo concursado. A única opção que eu teria, que é reduzir jornada de trabalho com redução de trabalho, não atende ao estado. Porque 80% do funcionalismo são na educação, saúde e segurança pública. E não tem como reduzir salário dessas categorias”, disse o governador.
O Plano de Recuperação Fiscal do estado foi apresentado na quarta-feira em cerimônia no Palácio Guanabara, com a presença do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Pezão agradeceu o acordo feito com o governo federal e disse que a primeira medida será colocar os salários em dia.
“Hoje é o primeiro dia: estamos finalizando as operações bancárias que vão, primeiro, pagar o 13º de 2016, de 2017. Depois, vamos vendo o que dá para fazer”, declarou Pezão.