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Estado, União e BNDES discutem futuro da Cedae e solução financeira ao Rio

relogio min de leitura | Redação 24 de julho de 2017 - 19:53

O governador Luiz Fernando Pezão se reuniu hoje, com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Wellington Moreira Franco, e o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, na sede do banco, para tratar do processo de concessão ou privatização da Cedae. 

Entre as alternativas discutidas na reunião, está a possibilidade de o BNDES participar, em parceria com outras instituições financeiras privadas, da operação de crédito e a aquisição de uma parte das ações da estatal pelo banco de desenvolvimento. O objetivo do governo do estado é conseguir, o mais rapidamente possível, recursos da ordem de até R$ 3,5 bilhões para colocar em dia a folha de pagamento dos servidores.

Amanhã, será realizada uma audiência pública na sede da Secretaria de Fazenda para discutir a contratação do empréstimo. Em paralelo ao processo da operação de crédito, o BNDES iniciou estudos para modelagem de concessão da Cedae. A alienação das ações da empresa foi autorizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), por meio da Lei 75.29/2017. O Estado tem o período de até um ano para definir a modelagem e o valor da empresa.

Já na próxima sexta-feira (28), haverá uma nova reunião para definir uma estratégia em que estejam contempladas essas duas alternativas e outras possibilidades. "A ideia é encontrar uma forma mais segura, mais definida e que dê tranquilidade ao BNDES, ao governo federal e ao governo do estado",  disse Moreira Franco.

"Este valor da privatização vai estar linkado com um plano de investimento para universalizar o saneamento no estado, nos 64 municípios que estão sob concessão da Cedae. A ideia é definir um valor que preveja metas de universalização, tanto da água, quanto do esgoto. Esse um processo mais longo e que corre em paralelo com a operação financeira que pode, em curto prazo, viabilizar recursos na ordem de R$ 3,5 bilhões", explicou a diretora de infraestrutura do BNDES, Marilene Ramos.

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