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Alerj vistoria Cristo Redentor

Comissão de Pessoas com Deficiência vai pedir ajuda para a Organização das Nações Unidas

relogio min de leitura | Redação 14 de julho de 2017 - 12:45
Comissão de deputados da Alerj vistoriaram as instalações do Abrigo Cristo Redentor, ontem
Comissão de deputados da Alerj vistoriaram as instalações do Abrigo Cristo Redentor, ontem -

Por Thiago Soares e Cyntia Fonseca

O Abrigo Cristo Redentor, em Estrela do Norte, São Gonçalo, passou por vistoria da Comissão de Pessoas com Deficiência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ontem, e surpreendeu o deputado Márcio Pacheco (PSC), que preside a comissão. Mesmo sem repasses do governo há 20 meses, o trabalho feito no local foi elogiado pelo parlamentar. A comissão pretende oficializar pedido de ajuda para a Organização das Nações Unidas (ONU) para melhorar as condições das casas para idosos.

Apesar de fazer enorme falta aos cofres do abrigo, o valor de R$ 1 milhão não repassado pelo governo ao Cristo Redentor não diminuiu a qualidade do serviço prestado. “Saio muito satisfeito com a forma digna que estes cidadãos estão sendo tratados. O que me preocupa é a falta de repasse de verba. Este sim está desrespeitando a vida destas pessoas e, obviamente, o compromisso com o abrigo”, disse o deputado.

Após não conseguir instaurar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a falta de repasses e a situação que assola os abrigos do Estado, a Comissão vai buscar ajuda internacional. O deputado afirmou que já está formalizando, junto a ONU, um documento para solicitar ajuda para os abrigos. “Já estamos preparando denúncia formal para alcançarmos um apoio internacional. Precisamos que o Brasil acorde e que o Rio de Janeiro pare de matar pessoas”, explicou. De acordo com o gerente operacional Deco Ávila, filho do presidente Josias Ávila, o serviço aos idosos continua sendo prestado com qualidade, mas a situação financeira já beira o insustentável. “Não sei até quando suportaremos essa situação. Além do convênio com o Estado, há o convênio com a Prefeitura, o abrigamento particular e nosso quadro de associados, que contribuem mensalmente. Mas mesmo com essas receitas, o valor não chega próximo ao que o Estado deve ao abrigo”, esclareceu.

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