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‘Reforma é uma necessidade’

Ministro diz que defasagem entre homens e mulheres deve acabar dentro de 20 anos

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 10 de março de 2017 - 14:40
Henrique Meirelles disse que a diferença da remuneração entre homens e mulheres está acabando
Henrique Meirelles disse que a diferença da remuneração entre homens e mulheres está acabando -

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou, ontem, que a defasagem de remuneração entre homens e mulheres deve acabar dentro de 20 anos, tempo de transição para que passem a valer as novas regras da reforma da Previdência, caso sejam aprovadas. O ministro destacou que, atualmente, a remuneração média das mulheres com idade entre 20 e 25 anos é praticamente igual a dos homens. “Essa diferença está acabando”, disse. “A tendência é que em 20 anos, isso esteja igualado”.

Meirelles admitiu, porém, que os homens são mais promovidos no trabalho do que as mulheres conforme envelhecem, tendência que também deve mudar. “Existe uma qualificação e presença maior de mulheres no mercado de trabalho. Nos escalões mais elevados, é um fenômeno gradual, por uma questão muito simples de qualificação, competência e resultado. As empresas estão, cada vez mais, pressionadas por resultados”, afirmou.

Segundo a proposta da reforma da Previdência, haverá uma transição de 20 anos para que a idade mínima de aposentadoria das mulheres seja a mesma para os homens. O ministro disse que trabalha com uma agenda intensa de discussão com as bancadas de parlamentares, visando aprovar a proposta. “A reforma da Previdência não é um objeto de decisão, é uma necessidade”, disse o ministro.

A evolução das contas públicas brasileiras, de acordo com ele, mostra que a Previdência brasileira é mais generosa que a de outros países. “O problema é que quem paga isso é a sociedade”.

O ministro observou que a informação propagada em redes sociais de que haveria superávit na Previdência é “falaciosa”. Existe, inclusive, a convocação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para analisar as contas da Previdência.

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