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Pastor Silas Malafaia é conduzido pela PF por fraude em royalties

relogio min de leitura | Redação 16 de dezembro de 2016 - 11:56
 "Estou em São Paulo e vou me apresentar", escreveu o pastor em seu perfil no Twitter.
"Estou em São Paulo e vou me apresentar", escreveu o pastor em seu perfil no Twitter. -

O pastor Silas Malafaia foi levado pela Polícia Federal para depor na manhã de hoje (16). A Operação Timóteo, deflagrada nesta sexta-feira, está sendo realizada em 11 estados e no Distrito Federal, e investiga uma suposta organização criminiosa de corrupção e cobranças de royalties. 

As ações foram realizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, e no Tocantins. 52 mandados de busca e apreensão e 29 de condução coeercitiva foram expedidos, além de quatro mandados de prisão preventiva, doze de temporária, bloqueio de três imóveis e bloqueio judicial de valores que chegam a R$ 70 milhões de reais. 

Entre os suspeitos está o pastor Silas Malafaia, conduzido coercitivamente pela PF. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do religioso, que por meio de seu perfil oficial do Twitter disse ter sido acordado por um telefone que informava que a corporação havia estado em sua casa. "Estou em São Paulo e vou me apresentar", escreveu. 

"A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é se esse líder religioso pode ter 'emprestado' contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência, com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores”, informou a corporação.

As provas recolhidas, de acordo com a PF, devem detalhar como funcionava o esquema em que um diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), "detentor de informações privilegiadas a respeito de dívidas de royalties", oferecia os serviços de dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria a municípios com créditos em empresas de exploração mineral.

Até onde a Polícia Federal conseguiu mapear, a organização criminosa investigada se dividia em pelo menos quatro grandes núcleos. O captador, formado por um diretor do DNPM e sua esposa, que fazia a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema; o núcleo operacional, composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos; o núcleo político, formado por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia integrantes do esquema; e o colaborador, que se responsabilizava por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro.

A Operação Timóteo teve início em 2015, quando a então Controladoria-Geral da União enviou à PF uma sindicância que indicava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do DNPM. Apenas essa autoridade pública pode ter recebido valores que ultrapassam os R$ 7 milhões.

*Com dados da Agência Brasil. 

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