Dia de manifestação pacífica no Rio

Mesmo sem votação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), servidores públicos e outros manifestantes fizeram protesto, na tarde de ontem, nos arredores da Casa Legislativa contra o pacote anti-crise proposto pelo Governo do Estado. Com cartazes e bandeiras, eles questionavam as medidas. Com o movimento, algumas ruas foram interditadas. Agências bancárias e comércios instalaram tapumes nas fachadas para evitar depredações. Mas, ao contrário do que foi visto na semana passada, a manifestação foi pacífica e não teve embate com os policiais. Um homem foi detido com pedras.
A manifestação foi marcada para esta segunda para coincidir com a votação de quatro medidas polêmicas. Mas, na última sexta-feira, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), anunciou a transferência das votações para amanhã. Entre eles, está o texto que aumenta percentual de contribuições previdenciária e patronal para o RioPrevidência. Pelo projeto, a contribuição previdenciária dos servidores estatutários, ativos e inativos, assim como pensionistas, pode passar dos atuais 11% para 14%. Além disso, a contribuição patronal pode passar de 22% para 28%.
Também seriam votadas a lei que limita o crescimento da despesa de pessoal dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e suas autarquias a 70% do aumento real da Receita Corrente Líquida do ano anterior; e o projeto que adia para 2020, os aumentos salariais, aprovados em 2014, e que entrariam em vigor a partir do ano que vem.
Permanência – Apenas uma minoria de manifestantes permaneceu em frente a assembleia na noite de ontem. Alguns montaram barracas de acampamento e prometem ficar no local até o fim das votações amanhã.
Segurança – Agora, para as votações na Alerj, a Polícia Militar mudou a estratégia de segurança. A Força Nacional ficará posicionada atrás das grades que protegem a Casa e só sairá de lá caso seja atacada.