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Garotinho vai para hospital, Cabral continua em presídio

relogio min de leitura | Redação 19 de novembro de 2016 - 11:25
Ministra do TSE concedeu, ontem, prisão domiciliar para ex-governador do Rio, Anthony Garotinho
Ministra do TSE concedeu, ontem, prisão domiciliar para ex-governador do Rio, Anthony Garotinho -

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luciana Lóssio concedeu, na noite de ontem, prisão domiciliar para o ex-governador do Rio, nthony Garotinho, preso pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de compra de votos.

Garotinho deverá ser transferido imediatamente para um hospital público ou privado, desde que arque com os custos, e não poderá ficar mais preso no Complexo Penitenciário de Bangu, para onde havia sido transferido na noite de quinta-feira. Após receber os cuidados médicos, o ex-parlamentar poderá seguir para casa, segundo a decisão da ministra.

De acordo com a PF, a prisão faz parte de investigações relativas ao uso do programa Cheque Cidadão, benefício de R$ 100 concedido pela prefeitura de Campos para compra de produtos alimentícios pela população. Garotinho é secretário de Governo da cidade. A mulher dele, Rosinha Garotinho, é prefeita.

A defesa de Garotinho sustenta que a “prisão é arbitrária, ilegal e baseada em fatos que não ocorreram”. O advogado Fernando Fernandes, responsável pela defesa de Garotinho, disse que o decreto de prisão ocorrido em razão de decisão da 100ª Vara Eleitoral de Campos vem na sequência de uma série de prisões ilegais decretadas por aquele juízo e suspensas por

decisões liminares do TSE.

Cabral - Foram divulgadas, ontem, as primeiras fotos do ex-governador Sérgio Cabral, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Com a cabeça raspada e vestindo uniforme verde da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Cabral aparece junto a régua de identificação do Sistema Penitenciário. 

Na primeira noite no presídio, Cabral dividiu uma cela de nove metros quadrados com outros cinco presos da operação Calicute. De café da manhã, o ex-governador comeu pão com manteiga e café com leite. 
Sérgio Cabral foi preso, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) por receber “mesadas” de até R$ 500 mil de empreiteiras.

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